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Relatório critica distribuição de tecnologia digital no Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil tem uma estrutura de tecnologias de informação e comunicação (como telefonia e acesso a internet) boa mas muito mal distribuída pelo território e entre a população do país, segundo relatório preparado pela Association for Progressive Communication (Associação para a Comunicação Progressiva) e pelo Instituto do Terceiro Mundo. O estudo, intitulado Monitor da Sociedade Global de Informação (Global Information Society Watch, no original em inglês), diz que o "abismo digital" - o acesso desigual à tecnologia que deixa grande parte da população fora do mundo digital - é um problema comum aos países em desenvolvimento. Das 22 nações analisadas no relatório divulgado em Genebra, apenas a Espanha - que também é o único país rico da lista - tem a tecnologia distribuída de maneira equilibrada por toda a população e território. No caso do Brasil, o relatório diz que houve um efetivo aumento na infra-estrutura de comunicações desde a privatização do sistema Telebrás mas que o atendimento da população mais pobre continua muito limitado. O capítulo sobre o Brasil foi preparado pela ONG brasileira Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits). Privatização Embora reconheça que a privatização da telefonia ajudou na modernização do setor, o estudo diz que os ganhos tecnológicos não foram distribuídos de maneira equilibrada. “Apesar de a telefonia fixa ter sido efetivamente ampliada, os objetivos de prestação de serviço universal que estavam presentes nos contratos de concessão não foram atingidos”, diz a pesquisa.
O relatório destaca uma série de medidas do governo federal – alguma iniciadas ainda na presidência de Fernando Henrique Cardoso – para ampliar a inclusão digital, mas critica a maneira como algumas delas são implementadas. No caso dos pontos de acesso à internet instalados pelo governo em escolas e centros comunitários, o estudo destaca que os equipamentos já estão em 37% dos municípios em todos os Estados do país. “No entanto, a escolha de muitas das escolas para a instalação dos pontos de acesso acabou parcialmente prejudicada por questões políticas”, avalia o relatório. “Mais de 2,4 mil municípios (dos cerca de 5,5 mil que há no Brasil) estão sendo ignorados pelas empresas privadas de telefonia e internet. Estas cidades têm apenas serviços de telefonia fixa (porque as telefônicas são obrigadas a fazê-lo), mas não têm telefonia celular e nem acesso à internet.” Infra-estrutura O relatório diz que o governo brasileiro tem que ser mais ativo na instalação de infra-estrutura em áreas mais isoladas e garantir o acesso à tecnologia de populações pobres nas áreas urbanas. Entre as sugestões estão “garantir pelo menos acesso compartilhado a computadores em áreas urbanas pobres” e “priorizar apoio efetivo a iniciativas de inclusão digital” nas áreas rurais. O relatório também diz que legislação tem que ser criada para impedir que a cartelização do setor de comunicações atrapalhe o desenvolvimento e “satisfaça apenas o mercado”. |
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