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Atualizado às: 06 de junho, 2007 - 12h46 GMT (09h46 Brasília)
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Jornais britânicos elogiam mostra de Hélio Oiticica na Tate
Grande Núcleo © Projeto Hélio Oiticica, Rio de Janeiro
A instalação Grande Núcleo foi montada na Tate Modern (Foto: © Projeto Hélio Oiticica, Rio de Janeiro)
Uma exposição de obras do artista brasileiro Hélio Oiticica, expoente do Tropicalismo, foi aberta nesta quarta-feira, na prestigiosa galeria Tate Modern, em Londres, com boa recepção da crítica britânica.

O jornal britânico The Guardian diz que a exposição - a primeira retrospectiva do artista na Grã-Bretanha em 35 anos - é "uma grande iniciativa da Tate".

Apesar de o grupo de estruturas arquitetônicas, objetos e sons ter sido visto pela última vez em Londres há décadas, "ele influenciou gerações de artistas de instalações", diz o jornal.

"Oiticica é considerado um dos mais criativos artistas latino-americanos do pós-guerra", diz o artigo, que lembra que o artista chegou a viver por um tempo em Londres no final da década de 60.

O jornal Financial Times diz que a exposição do "inovador e singular" Oiticica, intitulada The Body of Colour ("O Corpo da Cor", em tradução livre) é o "auge extravagante do caso de amor da Tate Modern com a arte da América Latina".

Já o jornal The Times lamenta que a exposição do museu tenha, na visão da crítica de arte Rachel Campbell-Johnston, tolhido a obra do artista.

Esta pode ser uma amostra muito bem organizada, mas "prende e doma a visão do artista", diz a crítica.

"Oiticica queria que a cor fosse como um tipo de criatura selvagem. Mas aqui nós a vemos como um animal de zoológico em uma jaula de arte histórica."

A crítica afirma que os visitantes não podem mais mexer nos Bólidos (caixas coloridas com conchas e outros objetos) porque "são frágeis e preciosos demais"; não podem caminhar pelos labirintos (instalações de Oiticica) "porque podem danificá-los".

© Projeto Hélio Oiticica, Rio de Janeiro
Bólide intitulado 'Homenagem a Mondrian' por Oiticica (Foto: © Projeto Hélio Oiticica, Rio de Janeiro)

"As capas na parede são como borboletas pregadas em uma caixa", diz a crítica do Times sobre os Parangolés - capas de cores vivas pintadas por Oiticica, morto em 1980.

"Mesmo que você nunca tenha se ligado nele antes (houve oportunidades esparsas, de uma mostra histórica em Londres na galeria Whitechapel em 1969 à mostra Tropicália no Centro Cultural Barbican no ano passado) você vai definitivamente achar muita de sua estética familiar. Este era um artista que tinha um entendimento completo do Modernismo - e mesmo assim levou seus parâmetros para áreas completamente novas."

A mostra "Hélio Oiticica: The Body of Colour" inclui mais de 150 obras, de 1955 em diante, e fica em cartaz até o dia 23 de setembro.

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