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Na Índia, Lula defende Congresso contra Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo, em Nova Déli, o Congresso Nacional, acusado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ter emitido um “comunicado grosseiro” em relação a assuntos internos venezuelanos. “Eu acho que o Congresso não foi grosseiro, porque a nota do Congresso pede a compreensão apenas”, disse Lula, ao voltar de um jantar com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Questionado se havia entrado em contato com o presidente venezuelano por conta do incidente, Lula esquivou-se: “Deixa eu voltar ao Brasil”. Na quinta-feira, Chávez disse que o Congresso brasileiro é um "papagaio que repete o que diz Washington" - depois que o Senado em Brasília aprovou um requerimento pedindo que o presidente venezuelano autorizasse a RCTV a voltar a funcionar. O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, também tratou de colocar panos quentes na troca de declarações entre Chávez, Lula e o Congresso. “Para nós, isso é um incidente que fica por aqui. Nós não acreditamos que tenham sido violadas as regras básicas das instituições democráticas (na Venezuela)”, ele disse. “Para nós, não há interesse em esquentar o assunto. As parcerias entre Brasil e Venezuela na América do Sul são importantes para justificar um apaziguamento.” Etanol O secretário procurou ainda amenizar as críticas de Chávez à iniciativa americana de incentivar a fabricação de etanol, que muitos argumentam atingir indiretamente o Brasil, já que os dois países anunciaram planos de operações conjuntas. “O Chávez acabou se desdizendo ao confirmar um acordo de compra de US$ 300 milhões de etanol do Brasil”, disse, referindo-se a um acordo feito na reunião do venezuelano com Lula na Ilha Margarita, na Venezuela, em abril deste ano. Garcia afirmou que o Brasil tem inclusive planos de estabelecer uma produção de etanol na Venezuela. Para ele, as críticas – endossadas também pelo presidente cubano, Fidel Castro, e por ambientalistas europeus – são resultado do “desconhecimento do programa brasileiro”. “Houve uma politização do tema”, avaliou o secretário. “Não vamos fazer dos biocombustíveis combustível político.” |
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