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Rússia testa com sucesso míssil 'indefensável' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia testou com sucesso nesta terça-feira um novo modelo de míssil balístico intercontinental, que atingiu um alvo a 5,5 mil km a leste do local onde foi lançado, a base de Plesetsk, ao norte de Moscou. O vice-primeiro-ministro russo Sergei Ivanov disse que o novo míssil, o RS-24, faz parte de um sistema capaz de superar qualquer defesa antimíssil que existe ou seja criada no futuro. "Do ponto de vista de defesa e segurança, os russos podem ficar tranqüilos acerca do futuro do país", disse Ivanov, de acordo com a agência de notícias russa Interfax. O RS-24, que tem capacidade de carregar até dez ogivas, vai substituir dois modelos de mísseis balísticos intercontinentais, o RS-18 e o RS-20, conhecidos respectivamente no Ocidente por SS-19 Stilleto e SS-18 Satan. Também nesta terça-feira, a Rússia testou com sucesso um novo e avançado modelo de míssil com alcance de 300 km, que deve ser incluído no arsenal do país a partir de 2009. Ameaças No mês passado, o presidente russo Vladimir Putin disse em um discurso que um sistema de defesa antimísseis que os Estados Unidos querem implantar na Europa representa uma ameaça à soberania da Rússia. Os Estados Unidos – que querem ter a possibilidade de lançar mísseis interceptadores a partir da Polônia e instalar uma base de radares na República Checa - alegam que o sistema não visa alvos russos, e sim países considerados ameaças para os americanos como o Irã e a Coréia do Norte. Mas Paul Reynolds, analista da BBC, avalia que o teste russo desta terça-feira tem mais a ver com o desejo de Moscou de modernizar seu arsenal nuclear do que com os planos de defesa americanos na Europa. Ivanov disse que o desenvolvimento de mísseis de curta e média distância por vizinhos da Rússia no leste e no sul representa uma "verdadeira ameaça" e que isso torna necessário modernizar o arsenal russo. O vice-primeiro-ministro se referiu a um acordo firmado pelos Estados Unidos e pela antiga União Soviética banindo mísseis nucleares de média distância. "O tratado americano-soviético não é eficiente porque, desde (sua assinatura), muitos países mostraram ter tais mísseis, enquanto que Estados Unidos e Rússia não são autorizados a tê-los. Nessas condições, é necessário dar a nossas forças armas modernas e de alta precisão", disse Ivanov, segundo a agência russa Tass. |
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