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EUA alimentam corrida armamentista nuclear, diz Putin | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou neste sábado os Estados Unidos, dizendo que a postura “muito perigosa” de Washington nas suas relações com outros países está alimentando uma nova corrida armamentista nuclear. Discursando em uma conferência internacional sobre Segurança na Alemanha, Putin disse que os Estados Unidos têm feito um uso "quase incontrolável" da força nas relações internacionais, e que esse é um fato "muito perigoso", porque "ninguém mais se sente seguro, porque ninguém pode mais se proteger atrás da lei internacional". “Isso está alimentando uma corrida armamentista, com o desejo de países de conseguir armas nucleares.” “Os Estados Unidos têm ido além de suas fronteiras em todas as esferas – econômica, política e humanitária -, e imposto a outros Estados”, continuou Putin, para quem um mundo “unipolar”, dominado pelos americanos, representa um mundo “de um mestre, uma soberania”. Putin também criticou a prática de ofensivas unilaterais na esfera internacional – como a lançada pelos Estados Unidos contra o Iraque, sem o apoio da ONU. “Ações unilaterais não resolveram conflitos, mas fizeram eles piorarem”, disse o presidente Russo, salientando que esse tipo de ação só deve ocorrer com o respaldo do Conselho de Segurança da ONU. Surpresa e decepção A Casa Branca se disse “surpresa” e “decepcionada” com as declarações de Putin. O porta-voz do departamento de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, disse que as acusações de Putin foram erradas. “Nós esperamos continuar a cooperar com a Rússia em campos importantes para a comunidade internacional, como o combate ao terrorismo e a redução da disseminação e da ameaça das armas de destruição em massa.” Diversos políticos americanos, governistas e da oposição, também criticaram as declarações do presidente russo. O senador Joseph Lieberman, do partido Democrata, disse que o discurso foi “provocativo” e que sua retórica “soou mais como a da Guerra Fria”. O senador republicano John McCain, por sua vez, disse que “Moscou precisa entender que não pode desfrutar de uma parceria genuína com o Ocidente enquanto suas ações na esfera doméstica e no exterior entrem em choque de forma fundamental com os valores centrais das democracias euro-atlânticas. No mundo multipolar de hoje, não há espaço para confrontação desnecessária.” Mudança O correspondente de assuntos de defesa da BBC, Rob Watson, disse que o discurso de Putin será recordado como uma mudança no seu posicionamento em questões externas. Para Watson, este poderia ser o sinal de uma Rússia mais enérgica e participativa na política internacional. De acordo com o correspondente, o discurso do presidente deixou vários dos presentes à conferência com uma expressão séria. O evento de dois dias, que reúne mais de 500 delegados, discute entre outros temas o papel da Rússia no mundo, o combate ao terrorismo, e a função da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental. O secretário americano de Defesa, Robert Gates, o negociador iraniano de |
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