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Atualizado às: 29 de maio, 2007 - 11h26 GMT (08h26 Brasília)
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Mãe 'símbolo' deixa campanha contra guerra do Iraque
Cindy Sheehan (foto de arquivo)
Sheehan disse que foi tratada como 'fantoche' do Partido Democrata
Uma mãe que acampou em frente ao rancho do presidente americano, George W. Bush, para protestar contra a guerra do Iraque está abandonando a causa por se dizer desiludida com o movimento pacifista e, em especial, com o Partido Democrata.

Cindy Sheehan, cujo filho Casey morreu em Bagdá em abril de 2004, se tornou um símbolo da campanha contra a guerra do Iraque desde que levantou acampamento por cerca de um mês em frente à propriedade de Bush em Crawford, no Texas, em agosto de 2005.

Quase dois anos depois, entretanto, ela criticou ativistas do movimento pacifista, a quem acusou de "colocar seus egos acima da paz e das vidas humanas".

"A primeira conclusão é que eu fui a queridinha da dita esquerda enquanto dirigi meus protestos apenas a George Bush e ao Partido Republicano. Claro, eu era massacrada e difamada pela direita como um 'fantoche' do Partido Democrata", ela escreveu no site Daily Kos, onde mantém um diário.

"Entretanto, quando comecei a considerar os Democratas da mesma maneira que considerava os Republicanos, o apoio à minha causa começou a erodir, e a 'esquerda' começou a me difamar com as mesmas mentiras que a direita usava."

"Acho que ninguém prestou atenção em mim quando disse que a questão da paz e de pessoas morrendo sem razões não é um problema de 'esquerda e direita', mas de 'certo e errado'".

'Nem um centavo'

No sábado, ela já havia publicado um post criticando duramente o Partido Democrata por aprovar US$ 120 bilhões adicionais para a guerra do Iraque.

"Não há absolutamente nenhuma razão sã ou defensível para dar ao Rei George, o Sangrento, mais dinheiro para condenar mais de nossos soldados bravos e cansados a mais mortes e carnificina", ela escreveu.

"Meu filho foi morto quando os Republicanos ainda detinham o controle do Congresso. Agora, com os Democratas, perdi minha ingenuidade e me tornei cinicamente pessimista."

Em seu novo comentário, a ativista – que chegou a ser presa em 2005 – disse que investiu todo o dinheiro proveniente de livros, palestras e a indenização pela morte de seu filho "tentando trazer paz e justiça a um país que não quer nenhuma coisa nem outra".

"Sacrifiquei um casamento de 29 anos e viajei por longos períodos para longe do irmão e da irmã de Casey, e minha saúde piorou, e minhas contas de hospital do verão passado (quando quase morri) ainda estão em aberto porque utilizei todas as minhas energias para impedir que este país matasse seres humanos inocentes", escreveu Sheehan.

"Fui chamada de todo nome desprezível que mentes pequenas podem imaginar, e tive minha vida ameaçada muitas vezes."

Agora, disse Sheehan, "vou para casa ser a mãe dos meus filhos que sobreviveram, e tentar recuperar um pouco do que perdi".

"Casey morreu por um país que se preocupa mais com quem será a próxima celebridade nacional que com quantas pessoas serão mortas nos próximos meses, enquanto Democratas e Republicanos jogam com vidas humanas."

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