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Paraguai pode seguir caminho da Bolívia, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um editorial do jornal paraguaio ABC Color afirma nesta terça-feira que o país pode seguir o caminho da Bolívia, país que nacionalizou recentemente suas reservas de gás natural, em meio a atritos com o Brasil. O texto é o terceiro consecutivo em que os editorialistas destacam reivindicações paraguaias de renegociar o acordo bilateral da hidrelétrica de Itaipu, assinado durante os regimes militares dos anos 1970. Diante da recusa brasileira em rediscutir o acordo, o jornal afirma que "está se dando no Paraguai o mesmo processo que na Bolívia ou no Panamá" – no último caso, uma alusão a episódios violentos que, nos anos 1960, evidenciaram a necessidade de os Estados Unidos devolverem a soberania panamenha ao canal que até então dominavam. "Itaipu é para nós o problema do Canal do Panamá e dos hidrocarbonetos bolivianos ao mesmo. Em 1973, o leão brasileiro realizou a negociata de Itaipu com seu capanga, o ditador Alfredo Stroessner, ao assinar um tratado por si só infame já naquela época, em relação à maneira como concordaram na distribuição dos benefícios (95% para o Brasil, 5% para o Paraguai)", diz o jornal. Para o ABC Color, o "povo paraguaio tem dois exemplos a seguir: o panamenho e o boliviano". O primeiro incluiria episódios de violência como os de 1964 no Panamá; o segundo se daria de maneira pacífica, mas através de disputas como as que envolveram os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales. A segunda opção, entretanto, "requere um fator essencial do qual neste momento nosso país lamentavelmente carece por completo: governantes patriotas, honestos e valentes", diz o ABC Color. Outros destaques da imprensa Entre outros destaques da imprensa internacional nesta terça-feira está ainda o escândalo de corrupção envolvendo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O argentino La Nación destacou que o escândalo de corrupção é "uma pedra no sapato da obra mais preciosa" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo mandato: o tão alardeado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É que a Polícia Federal investiga a hipótese de que obras no valor de US$ 85 milhões foram aprovadas de maneira irregular por autoridades do primeiro escalão. O La Nación observa que a pasta comandada por Silas Rondeau é um dos "pilares" do PAC, "que se propõe a executar uma ambiciosa lista de obras públicas de infra-estrutura e energia". O correspondente do jornal em São Paulo nota que o escândalo está sendo acompanhado com "cautela e receio" pela "classe política brasileira". Cautela para acompanhar as investigações envolvendo diretamente o ministro, e receio entre parlamentares que poderiam ser alvo de inquéritos por uma CPI no Congresso. |
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