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De surpresa, Blair faz sua provável última visita a Bagdá | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, realiza neste sábado uma visita surpresa à capital do Iraque, Bagdá. Blair, que deixa o cargo no dia 27 de junho, deve se reunir com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, e com o primeiro-ministro Nouri Maliki. O premiê britânico chegou a Bagdá horas após a Zona Verde – área de segurança máxima que abriga as sedes do governo do país e embaixadas estrangeiras – ter sido alvo de ataque de foguetes. Autoridades locais, porém, disseram que não havia indicações de que os ataques tivessem Blair como alvo. Esta é a sétima visita do premiê britânico ao Iraque, e provavelmente sua última antes de deixar o cargo no mês que vem. Ataque normal O porta-voz de Blair também negou que o ataque à Zona Verde tivesse o primeiro-ministro como alvo. “Não podemos agir como se isso não fosse algo que ocorre de maneira regular. Não temos informações para sugerir qualquer outra coisa diferente do normal”, disse. Três mísseis Katyusha foram disparados por volta de 8h30 do horário local (1h30 de Brasília), a cerca de 1,5 quilômetro de onde Blair estava reunido com líderes iraquianos, segundo o correspondente da BBC Paul Wood. O ataque provocou a morte de um guarda de segurança. Blair viajou ao Iraque após ter visitado o presidente americano, George W. Bush, em Washington. Reconciliação Espera-se que o primeiro-ministro trabalhe pela reconciliação entre sunitas e xiitas iraquianos. Líderes sunitas e xiitas vêm se reunindo regularmente com as autoridades iraquianas em busca de soluções para a violência sectária no país. Segundo o porta-voz de Blair, ele quer “aproveitar o momento da política iraquiana para criar um espaço para uma paz de longo prazo”. “O que o primeiro-ministro pretende destacar com esta visita é a ligação fundamental entre a política e a segurança”, disse o porta-voz. Governo manchado O governo de Blair foi manchado por acusações de que ele levou o país a uma guerra ilegal. Uma recente pesquisa de opinião realizada pelo jornal The Observer verificou que 58% dos britânicos consideram a invasão ao Iraque um erro. “Tomamos uma decisão que sabíamos que seria difícil. Eu acreditava então, e acredito agora, que foi a decisão correta”, disse Blair durante sua visita a Washington. Em uma entrevista publicada neste sábado, o ex-presidente americano Jimmy Carter criticou Blair por seu apoio “cego” a Bush e à guerra no Iraque. |
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