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Genética causa discriminação no trabalho, diz OIT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Predisposições genéticas, estilo de vida e contágio pelo vírus HIV já alimentam a discriminação no trabalho, afirma um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira. No mundo moderno, onde o acesso às informações e o patrulhamento à vida fora do trabalho se tornaram mais fácil, ter predisposição a uma doença grave, fumar e até ser obeso pode colocar em risco a vaga em um emprego, diz o estudo, a maior avaliação da OIT sobre o tema da discriminação. Uma das novas formas de discriminação, segundo o relatório, é a utilização de testes médicos para determinar se uma pessoa tem ou não predisposições a doenças que, ao se desenvolverem, acarretem dificuldades para o empregador. O relatório da OIT cita alguns casos ilustrativos, que já correm na Justiça. Em um deles, uma jovem professora alemã de 24 anos teve negada uma vaga permanente no sistema público da cidade de Darmstadt, em 2004, depois de revelar ter histórico familiar de uma doença degenerativa. Nos Estados Unidos, em 2001, trabalhadores de uma operadora de ferrovias foram submetidos, sem consentimento, a testes genéticos para determinar a possibilidade de eles desenvolverem uma síndrome. Em Hong Kong, no ano 2000, três homens venceram uma ação contra uma empresa que havia se recusado a contratá-los porque seus pais sofriam de esquizofrenia. De acordo com o relatório, os casos recentes levaram países como Dinamarca, Finlândia, Suécia e França a adotarem legislação proibindo a discriminação genética. Vida pessoal Outra discriminação que tem sido recorrente, segundo a OIT, diz respeito à quão "saudável" é o estilo de vida de uma pessoa. "Estar acima do peso, fumar ou sofrer de pressão alta podem ser uma desvantagem em diversos países industrializados", garante o estudo. Nos Estados Unidos, diversas empresas já se recusam a contratar fumantes ou "os penaliza obrigando-os a pagar mais seguro de saúde". "Reduzir o consumo de tabaco, os níveis de colesterol ou a obesidade são todos objetivos desejáveis enquanto políticas públicas", diz o estudo. No entanto, prossegue a OIT, tais medidas "levantam a questão importante de onde estabelecer a linha entre o controle do empregador sobre a vida do seu empregado e a liberdade individual de se levar a vida de acordo com a escolha pessoal." | NOTÍCIAS RELACIONADAS Governo britânico prevê redução de fumantes com proibição em pubs24 abril, 2007 | BBC Report Fumar envelhece a pele do corpo todo, sugere estudo21 março, 2007 | BBC Report França adota proibição do fumo em locais públicos01 fevereiro, 2007 | BBC Report Fumo em locais públicos fica cada vez mais restrito na Europa01 fevereiro, 2007 | BBC Report Empresas cortam salários de fumantes na Itália17 novembro, 2006 | BBC Report Congresso espanhol proíbe fumo em praias28 junho, 2006 | BBC Report Europa adota fotos em maços de cigarro à moda brasileira22 outubro, 2004 | BBC Report Deputados proíbem fumo no Parlamento espanhol01 setembro, 2004 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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