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Atualizado às: 09 de maio, 2007 - 21h12 GMT (18h12 Brasília)
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Independência do BC será decisão de Lula e do Congresso, diz Meirelles
Henrique Meirelles
Meirelles lembrou que Brasil 'não está imune' a crises internacionais
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, em Londres, que a independência legal do órgão poderá ser decidida apenas pelo Congresso e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração de Meirelles foi uma referência à crescente especulação sobre o assunto depois da divulgação, na última sexta-feira, de um relatório que detalha os modelos de projeção do Comitê de Política Monetária (Copom).

"Estamos sempre trabalhando para melhorar a transparência e o relatório faz parte desse esforço", disse Meirelles. "A política do BC é não discutir a questão da independência legal. Esta é uma decisão política que depende do Congresso e do presidente."

Meirelles reconheceu, no entanto, que tornar os Bancos Centrais independentes dos governos é uma tendência mundial. "Isso ocorre na maioria das nações desenvolvidas e agora também em mercados emergentes", afirmou.

"Mas nós já temos uma autonomia prática e operacional, que nos foi garantida por decisão própria do presidente."

Vulnerável

Meirelles concedeu uma entrevista coletiva na sede da embaixada brasileira em Londres, mas evitou fazer comentários sobre o recolhimento compulsório e a política cambial.

"Por normas de governança, não podemos anunciar o que pretendemos fazer no futuro com a política de reservas internacionais", afirmou.

"Mas o importante é que o Brasil tem tido sucesso na diminuição do risco-país e, em conseqüência, na redução dos prêmios de risco e, assim, na queda dos custos de financiamento de capital do país."

O presidente do Banco Central lembrou ainda que "o Brasil não está imune aos problemas internacionais".

"Se houver alguma crise mais forte em algum país importante, que faça a economia mundial sofrer, não há dúvidas de que isso pode atingir o Brasil", comentou.

"Mas será diferente do que no ano passado, quando havia um problema de liquidez do mercado internacional. O Brasil hoje tem uma economia muito mais sólida."

A visita de Meirelles a Londres é a terceira e última parte de um giro pela Europa, que também incluiu Paris e a Basiléia, na Suíça. Na capital britânica, ele teve reuniões na Bolsa de Valores e no Bank of England (o Banco Central do país).

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