|
Confira os principais pontos do relatório da ONU sobre o clima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas de todo o mundo divulgaram nesta sexta-feira em Bangcoc, na Tailândia, a terceira parte do relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), da ONU. O texto faz diferentes projeções sobre o impacto que as emissões de gases nocivos terão no meio ambiente e estima os custos econômicos das medidas ambientais na economia global. Confira abaixo alguns dos principais pontos desta parte do relatório. EMISSÕES - A emissão de gases nocivos ao meio ambiente aumentou 70% entre 1970 e 2004, chegando a 49 bilhões de toneladas por ano de dióxido de carbono - Entre 1990 e 2004, o aumento foi de 28%. - A oferta de energia aumentou 145% entre 1970 e 2004. - A eficiência energética não acompanhou o aumento da renda mundial e da população do planeta. - Emissões podem aumentar entre 25% e 90% até 2030, em comparação com os níveis de 2000. - Entre 66% e 75% deste aumento deve acontecer em países em desenvolvimento. A emissão per capita, no entanto, deve se manter abaixo do nível dos países ricos. - Em 2004, países industrializados representavam 20% da população global e 46% das emissões. CUSTOS - Quanto maiores e mais rápidos forem os cortes nas emissões, maiores serão os custos. - Mas as medidas podem ser relativamente modestas e as tecnologias existentes podem ser usadas. O custo de se agir agora ainda pode ser menor do que o custo caso não haja ação do homem. - O IPCC trabalha com diferentes cenários:
OPÇÕES - O relatório propõe repassar o "preço do carbono" aos consumidores e produtores, ou seja, que os preços na economia levem em conta o dano ambiental causado pela queima de combustíveis, para estimular a eficiência energética. - Outras possibilidades são novas leis, impostos e mercados de troca de permissões de emissão de carbono. Acordos voluntários entre governo e indústria são "atraente politicamente", mas "não têm atingido resultados satisfatórios de redução de emissões". - Taxar as emissões de carbono seria eficiente no setor energético. Um preço de US$ 20 a US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono transformaria o setor energético, aumentando a participação das fontes renováveis na matriz energética para 35% até 2030 (quase o dobro da fatia registrada em 2005). - Fontes de energia renováveis como eólica, solar e geotérmica deveriam ser estimuladas, com subsídios, tarifas preferenciais e compra obrigatória. - Mais eficiência energética, com mudança nos padrões de construção, economia obrigatória de combustíveis, mistura de biocombustíveis e investimento em melhores serviços de transporte público. - Medidas de seqüestro de carbono "têm potencial para dar uma importante contribuição" na mitigação das emissões até 2030. - Energia nuclear, que representou 16% da matriz energética mundial em 2005, pode chegar a 18% até 2030, com o aumento do preço do dióxido de carbono de até US$ 50 por tonelada, "mas questões de segurança, proliferação de armas e lixo continuam sendo preocupantes". |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Painel da ONU chega a acordo sobre mudanças climáticas04 de maio, 2007 | Notícias ONG elogia Brasil e sugere políticas de eficiência energética03 maio, 2007 | BBC Report Painel da ONU calcula custo de reduzir emissões de carbono03 maio, 2007 | BBC Report Brasil e emergentes querem que países ricos assumam que poluem02 maio, 2007 | BBC Report Etanol brasileiro é opção melhor, diz esboço do IPCC02 maio, 2007 | BBC Report Política ambiental não pode afetar economia, diz Bush pai01 maio, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||