BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 03 de maio, 2007 - 23h00 GMT (20h00 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Painel da ONU calcula custo de reduzir emissões de carbono

Carro poluindo meio ambiente
Meta ambiciosa de emissões poderia reduzir PIB mundial em 3%
Especialistas reunidos em um painel da ONU na Tailândia estão redigindo um relatório que calcula o custo para a economia global de se estabilizar as emissões de gases nocivos ao meio ambiente.

As negociações da terceira parte do relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU estão na reta final em Bangcoc.

O texto final desta terceira parte, que será divulgado nesta sexta-feira, tratará dos fatores econômicos no combate às emissões de carbono.

3% do PIB mundial

O esboço do texto que estava sendo discutido pelos especialistas até quinta-feira calculava que uma meta de emissão total de 650 partes por milhão (ppm) de gás carbônico reduziria em 0,2% do PIB mundial.

Uma meta mais ambiciosa, de 550 ppm, geraria uma redução de 0,6% no PIB mundial.

A concentração atual de gás carbônico é de 425 ppm. Muitos cientistas acreditam que só uma meta de 450 ppm poderia evitar alguma conseqüência climática de grande escala.

Para se atingir essa meta, no entanto, o esboço do relatório do IPCC indica que o mundo teria uma redução de 3% no PIB.

"Eu posso dizer que a probabilidade de se chegar a 450 ppm em relação ao mundo atual é quase impossível", disse o professor Stephen Schneider, da universidade americana de Stanford.

"Mas um aumento na temperatura acima de 2ºC ou 3ºC leva a potenciais extinções em massa, problemas sérios nos litorais, desaparecimento de geleiras, derretimento de camadas de gelo."

Protocolo de Kyoto

As áreas ainda em disputa na formulação do relatório incluem a linguagem a ser adotada nos trechos que falam sobre o Protocolo de Kyoto, os custos de se reduzir as emissões e a questão da energia nuclear.

Os delegados da China têm insistido em amenizar o tom de algumas declarações do texto desde o começo da semana, quando começaram as reuniões sobre o IPCC.

O governo chinês conseguiu retirar referências a cenários que, segundo ele, poderiam afetar o crescimento econômico do país no curto prazo.

"É um processo muito custoso", disse a negociadora Catherine Pearce, da ONG britânica Friends of the Earth.

O IPCC já lançou neste ano duas partes do relatório sobre o problema global das mudanças climáticas. Este é o quarto relatório que o painel da ONU lança desde 1990.

O relatório do painel não faz recomendações de políticas a serem seguidas pelos países, mas mesmo assim o governo chinês tem tentado atenuar o tom das referências aos níveis mais baixos de estabilização de emissões.

A questão nuclear e o protocolo de Kyoto são outras áreas sensíveis para diversos países, que querem evitar qualquer sinal de que terão de cumprir metas de emissões no futuro.

GloboEspecial
Veja as últimas informações sobre mudanças climáticas.
Fábrica poluindo o arMeio ambiente
Brasil e emergentes querem que ricos assumam poluição.
Trabalhador em plantação de cana-de-açúcarMeio ambiente
'Etanol brasileiro é opção melhor', diz esboço do IPCC.
Seca na AmazôniaAmazônia
Risco de seca intensa pode ser 10 vezes maior em 2030.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade