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Execuções de condenados à morte caem 25% em 2006 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de execuções de condenados à morte no mundo em 2006 caiu cerca de 25%, de acordo com um relatório divulgado nesta sexta-feira pela organização não-governamental Anistia Internacional. O relatório diz que 1.591 pessoas foram mortas pelos seus Estados no ano passado, comparado com 2.148 casos em 2005. Mas a Anistia afirma que esses números se referem apenas aos casos conhecidos pela organização, e que o total de mortes deve ser muito maior. Esse seria o caso na China, por exemplo. O país continua sendo o que mais executa, com pelo menos mil mortes em 2006. A Anistia diz, no entanto, que segundo fontes confiáveis o número real pode chegar a oito mil pessoas, já que as estatísticas da pena de morte na China são segredos de Estado. Tendências globais “Apenas seis países – Irã, Iraque, Sudão, Paquistão, Estados Unidos e China – foram responsáveis por 91% de todas as execuções feitas em 2006”, disse a secretária-geral da organização, Irene Khan. “Esses executores linha dura estão isolados e fora de sintonia com as tendências globais.” Segundo a ONG, o Iraque se juntou à lista dos países que mais executam no ano passado. O número de mortes no país vem aumentando desde 2004, quando a pena capital foi reintroduzida. Desde então, mais de 270 pessoas foram condenadas à morte e pelo menos cem já foram executadas. O Paquistão também entrou na lista no ano passado, com pelo menos 82 execuções. No Irã, o número de mortes quase dobrou comparado a 2005, com 177 pessoas mortas pelo Estado. A Anistia cita um caso que aconteceu no país e que “expõe a natureza cruel, arbitrária e injusta da pena de morte”. A organização conta que um homem e uma mulher foram apedrejados em maio por terem feito sexo fora do casamento, apesar de uma moratória das mortes por esse método, declarada em 2002.
Segundo a Anistia, o tamanho das pedras usadas no Irã é determinado para não causar morte instantânea, mas matar aos poucos e com muito sofrimento. Métodos Em outro caso, esse nos Estados Unidos, Angel Diaz sofreu por 34 minutos antes de ser pronunciado morto porque os químicos usados para a execução foram injetados em seus tecidos moles ao invés da veia. O incidente fez com que o governador da Flórida, Jeb Bush, suspendesse todas as execuções no Estado e apontasse uma comissão para “considerar a humanidade e a constitucionalidade das injeções letais”. Além das injeções e do apedrejamento, os métodos que vêm sendo usados desde 2000 incluem o esfaqueamento (na Somália) e a decapitação (na Arábia Saudita e no Iraque). Estima-se que cerca de 20 mil pessoas estejam atualmente no corredor da morte em todo o mundo. “A Anistia Internacional está pedindo uma moratória universal das execuções”, disse Khan. “A pena de morte é a punição mais cruel, desumana e degradante (…), se provou ineficaz em reduzir o crime e perpetua um clima de violência no qual a Justiça nunca poderá ser realmente alcançada.” |
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