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Atualizado às: 07 de abril, 2007 - 13h48 GMT (10h48 Brasília)
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Irã diz esperar 'gesto de boa vontade' britânico
Marinheiros deram primeira entrevista coletiva na Grã-Bretanha
Embaixador disse que acusações dos militares são 'propaganda'
O embaixador do Irã em Londres, Rasoul Novahedian, disse que a Grã-Bretanha deve responder com um "gesto de boa vontade" à libertação dos 15 marinheiros que estavam em poder de Teerã.

Em uma entrevista com o diário britânico Financial Times, Novahedian negou que a libertação faça parte da estratégida de Teerã de soltar cinco funcionários de seu governo detidos por forças americanas no Iraque.

O diplomata sublinhou, no entanto, que qualquer ajuda britânica no sentido de "acalmar as tensões na região (do Golfo Pérsico)" serão bem-vindas.

"Se os britânicos querem ajudar e utilizar sua influência, são bem-vindos. Em geral, vemos positivamente qualquer iniciativa que possa acalmar as tensões na região", declarou o embaixador.

"Fizemos nosso papel e demonstramos nossa boa vontade. Agora cabe ao governo britânico atuar de forma positiva."

'Propaganda'

Os comentários do embaixador vêm à tona depois de o Ministério do Exterior iraniano rejeitar acusações de que os marinheiros britânicos sofreram maus-tratos e pressão psicológica.

Reagindo às declarações, dadas pelos próprios militares em entrevista coletiva em Londres, o Ministério do Exterior diz que "tais atitudes encenadas não podem encobrir o erro dos militares britânicos que entraram ilegalmente no território do Irã".

Na mesma linha, Rasoul Novahedian qualificou de "propaganda" as denúncias dos militares britânicos.

A correspondente da BBC em Teerã, Frances Harrison, disse que o Irã insiste em que os militares foram orientados pelas autoridades britânicas a respeito do conteúdo de suas declarações.

Uma página na Internet ligada à Guarda Revolucionária iraniana alega que é uma prática normal isolar militares de outros países presos pelas Forças Armadas iranianas, enquanto seus depoimentos são tomados.

A página compara o tratamento dado aos militares britânicos ao dia-a-dia de prisioneiros detidos em locais como Guantánamo e Abu Ghraib, centros controlados pelos Estados Unidos com apoio da Grã-Bretanha.

A correspondente disse que a imprensa iraniana tem tratado o caso como uma "vitória" para o país, porque a Marinha britânica suspendeu suas operações no Golfo.

Marinheiro abraça familiarA volta
Marinheiros chegam à Grã-Bretanha.
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