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Irã diz esperar 'gesto de boa vontade' britânico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador do Irã em Londres, Rasoul Novahedian, disse que a Grã-Bretanha deve responder com um "gesto de boa vontade" à libertação dos 15 marinheiros que estavam em poder de Teerã. Em uma entrevista com o diário britânico Financial Times, Novahedian negou que a libertação faça parte da estratégida de Teerã de soltar cinco funcionários de seu governo detidos por forças americanas no Iraque. O diplomata sublinhou, no entanto, que qualquer ajuda britânica no sentido de "acalmar as tensões na região (do Golfo Pérsico)" serão bem-vindas. "Se os britânicos querem ajudar e utilizar sua influência, são bem-vindos. Em geral, vemos positivamente qualquer iniciativa que possa acalmar as tensões na região", declarou o embaixador. "Fizemos nosso papel e demonstramos nossa boa vontade. Agora cabe ao governo britânico atuar de forma positiva." 'Propaganda' Os comentários do embaixador vêm à tona depois de o Ministério do Exterior iraniano rejeitar acusações de que os marinheiros britânicos sofreram maus-tratos e pressão psicológica. Reagindo às declarações, dadas pelos próprios militares em entrevista coletiva em Londres, o Ministério do Exterior diz que "tais atitudes encenadas não podem encobrir o erro dos militares britânicos que entraram ilegalmente no território do Irã". Na mesma linha, Rasoul Novahedian qualificou de "propaganda" as denúncias dos militares britânicos. A correspondente da BBC em Teerã, Frances Harrison, disse que o Irã insiste em que os militares foram orientados pelas autoridades britânicas a respeito do conteúdo de suas declarações. Uma página na Internet ligada à Guarda Revolucionária iraniana alega que é uma prática normal isolar militares de outros países presos pelas Forças Armadas iranianas, enquanto seus depoimentos são tomados. A página compara o tratamento dado aos militares britânicos ao dia-a-dia de prisioneiros detidos em locais como Guantánamo e Abu Ghraib, centros controlados pelos Estados Unidos com apoio da Grã-Bretanha. A correspondente disse que a imprensa iraniana tem tratado o caso como uma "vitória" para o país, porque a Marinha britânica suspendeu suas operações no Golfo. |
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