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Brasil e EUA podem ter 'última chance' de reviver Doha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que Brasil e Estados Unidos precisam agir rápido porque esta ''pode ser a última chance'' para a obtenção de um acordo voltado para retomar as negociações da Rodada de Doha de liberalização comercial. O ministro se encontrou nesta sexta-feira com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e com a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, e no sábado acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Camp David, onde o líder brasileiro irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Em entrevista na residência do embaixador brasileiro em Washington, nesta sexta-feira, Amorim afirmou que os Estados Unidos sabem da urgência em retomar as negociações, mas acrescentou que ''talvez seja necessário reforçar na consciência do presidente, dos líderes americanos'' a idéia de que ''é chegado o momento''. De acordo com Amorim, é crucial que os dois países dêem um ''impulso político'' para que isso aconteça. O chanceler acredita que este esforço tem de ocorrer no curto prazo para que o acordo ''não volte para a geladeira''. De acordo com Amorim, ''não há mais como postergar''. O chanceler acrescentou que ''as conversas técnicas já chegarm mais ou menos ao seu limite, ainda haverá encontros ministeriais, mas agora são decisões políticas que precisam ser tomadas''. Impasse As negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) chegaram a um impasse em julho do ano passado, após divergências entre Brasil, União Européia e Estados Unidos. O Brasil queria a redução de subsídios agrícolas dados por europeus e americanos para suas indústrias agrícolas. Estes, por sua vez, buscavam maior acesso aos mercados de serviços e bens insdustrializados dos países em desenvolvimento. Desde então, tanto brasileiros como americanos acreditam que têm sido feito progressos graduais para destravar as negociações e já sinalizaram a intenção. Amorim diz que a redução dos subsídios agrícolas só será possível através de um acordo junto à OMC. De acordo com o ministro, a posição do Brasil não é só de ''cobrar exclusivamente''. ''Claro, queremos que eles reduzam e reduzam muito, mas é preciso encontrar as bases para um acordo que envolve muitos países''. O chanceler acredita que as condições atuais são ''menos difíceis'' do que as do passado. ''Mas é um acordo de 150 países. Não é só dizer está tudo acabado, os presidentes Bush e Lula concordaram e pronto. Não é assim. Tem a China, a Índia, os países do G-20.'' Parceria ampliada Em relação a seu encontro com Condoleezza Rice, Amorim afirmou que os dois falaram que a parceria que Brasil e Estados Unidos recentemente firmaram na produção e pesquisa de etanol deve ser ampliada para outros setores. O ministro mencionou software, infra-estrutura e telecomunicações, como áreas que seriam de interesse mútuo. ''A idéia é encontrar setores estratégicos onde possamos cooperar. É o exemplo do que aconteceu com etanol'', disse Amorim Rice e Amorim assinaram ainda um acordo de cooperação em educação e firmaram uma parceria para fortalecer as instituições democráticas em Guiné-Bissau. |
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