BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 30 de março, 2007 - 17h54 GMT (14h54 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Lula e Bush vão 'destravar relação', diz embaixador dos EUA

Clifford Sobel, embaixador dos Estados Unidos no Brasil
Embaixador diz que Venezuela não é parte da agenda do encontro
O embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, diz que com o encontro deste sábado, em Camp David, o segundo em três semanas, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush vão "destravar a relação e torná-la ainda melhor".

Sobel destaca que Lula será o primeiro presidente latino-americano a ser recebido por Bush na casa de campo oficial do governo americano nos seis anos de governo do republicano.

Nesta entrevista à BBC Brasil, o embaixador diz que a conversa dos dois presidentes deve se concentrar em assuntos como a Rodada de Doha e a cooperação em outros países e nega que o líder venezuelano Hugo Chávez seja um dos temas do encontro.

BBC Brasil - Quais são os principais pontos do encontro entre os presidentes Bush e Lula?

Clifford Sobel – Eu acho que é um diálogo contínuo. Uma oportunidade histórica para construir sobre o que foi discutido no dia 9 de março em São Paulo. Os dois presidentes estarão se encontrando duas vezes e o presidente será o primeiro presidente latino-americano a ser recebido pelo presidente Bush em Camp David. É um lugar muito casual, o que se presta à informalidade dos dois presidentes.

BBC Brasil - Etanol foi o assunto principal em termos de cooperação prática quando o presidente Bush esteve em São Paulo. É possível vislumbrar um cronograma para a realização de projetos nesta área?

Sobel – Os biocombustíveis foram uma parte importante da agenda, mas discutimos também outros assuntos. Discutimos a Rodada de Doha, a cooperação não só na região, mas também na África. Não só em biocombustíveis, mas em educação, saúde. Discutimos malária, educação, o apoio a instituições democráticas. Outro ponto da cooperação é o Fórum de CEOs, um fórum de líderes empresariais para discutir formas de cooperação bilateral no setor privado. Só temos este tipo de relação hoje em dia com a Índia.

BBC Brasil - O senhor avalia que haverá um avanço nas discussões sobre a Rodada de Doha neste encontro?

Sobel - Estados Unidos e Brasil compartilham um desejo comum por uma conclusão bem-sucedida de Doha. Eles vão vão analisar, tenho certeza, maneiras de avançar neste assunto crucial. O presidente Bush disse que este é o momento de avançar, e os dois presidentes estão comprometidos com isso.

BBC Brasil - O Brasil quer se colocar como um país parceiro dos Estados Unidos para atuar em terceiros países. Como vocês vêem o Brasil nesta situação. O Brasil está no mesmo nível dos Estados Unidos para oferecer ajuda a outros países?

Sobel - É uma verdadeira parceria. Somos parceiros de muitas maneiras. Tenho certeza que veremos resultados do encontro dos presidentes no sábado. Haverá, em julho, um encontro sobre inovação em Brasília, com representantes de empresas e de acadêmicos dos dois países.

BBC Brasil - Podemos dizer que Brasil e Estados Unidos estão tentando recuperar o tempo, depois de um longo período de relações meio mornas?

Sobel - Nós temos um bom relacionamento. As pessoas gostam umas das outras. O fluxo de turistas aumentou. O número de turistas americanos no Brasil aumentou. Nossos povos são próximos. Nossas culturas são próximas. Nossos líderes estão vendo como destravar esta relação e torná-la ainda melhor.

BBC Brasil - O governo americano tentou não responder às críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas, na semana passada, o subsecretário Nicholas Burns criticou o governo argentino por permitir uma manifestação contra Bush na Argentina. É uma nova fase no relacionamento dos Estados Unidos no hemisfério. Vamos ver a partir de agora maior interferência dos Estados Unidos?

Sobel - Primeiro, não vejo nenhuma interferência. A visita do presidente Bush à América Latina foi focada em uma agenda positiva, trabalhando com países que estão interessados em trabalhar com os Estados Unidos. Não foi focada, como disse o presidente, só em comércio e terrorismo, mas também em justiça social. Estamos vendo como aprofundar este diálogo e a prova são todas as coisas boas que resultaram das conversas bilaterais entre os dois presidentes.

BBC Brasil - Como a Venezuela será tratada no encontro?

Sobel - Venezuela não é parte da agenda. A agenda dos dois presidentes é ver como podemos aprofundar nossa cooperação e fazer uma boa relação ainda melhor.

Bandeiras do Brasil e dos Estados UnidosLula nos EUA
Confira especial da BBC sobre as relações Brasil-EUA.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Agenda de Lula e Bush vai de Doha ao Haiti
30 março, 2007 | BBC Report
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade