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Futebol indonésio deu casa e carro a jogador brasileiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quando defendia o Nova Iguaçu, time da Baixada Fluminense, no Rio, o zagueiro Kleber Santos nunca tinha ouvido falar do Persela Lamongan, time da primeira divisão da Liga Indonésia. Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, esses eram os clubes nos quais o zagueiro sonhava brilhar, para depois conseguir um lugar em algum clube europeu ou até mesmo na Seleção brasileira. Depois de rodar por times do Espírito Santo e de Goiás, Kleber recebeu a proposta para se transferir para o futebol da Indonésia, em 2001. “Fui para a Indonésia através de um ex-treinador meu, que foi fazer um curso de aperfeiçoamento na CBF e conheceu um rapaz que trabalhava há 10 anos no país”, lembra Kleber, que conversou por telefone com a BBC Brasil. Comida apimentada Sem falar indonésio e nem mesmo inglês, Kleber topou a proposta e se transferiu para o time de Lamongan, cidade de 1,2 milhão de habitantes no leste da ilha de Java, na Indonésia. O brasileiro que o levou para a Indonésia morava em uma cidade distante de Kleber, e o zagueiro viu-se sozinho em Lamongan. Kleber lembra da dificuldade de se adaptar a tudo no país, desde o idioma até a temperada culinária asiática. “Quando acabava meu treino de manhã, eu ia para casa estudar, via televisão, via a tradução dos filmes na televisão, anotava, e, com uma apostila que ganhei do rapaz que me trouxe para a Indonésia, acabei aprendendo a língua. Aprendi até um pouco de inglês.” Na segunda temporada, com domínio da língua, a vida de Kleber ficou mais fácil. “Aprendi a pedir a comida sem pimenta”, brinca Kleber, que também teve de adaptar seu estilo de jogar. “O futebol aqui requer muita força. A pessoa que tem uma certa habilidade se sobressai muito.” Deivid Graças ao Persela Lamongan, Kleber conseguiu comprar casa e carro e tem hoje um bom padrão de vida em Lamongan, onde mora com a esposa e a filha. Ajudou também a trazer seu irmão gêmeo e outros cinco amigos brasileiros para o futebol indonésio. Desde que chegou à Indonésia, a comunidade de jogadores brasileiros no país cresceu de dez para cerca de 50. “Amigos meus, da minha época do Brasil, me pedem para eu levá-los para lá. É gratificante ver o sonho deles de ter uma casa e um carro ser realizado.” Dos antigos companheiros do Nova Iguaçu, poucos tiveram a chance de conseguir fama. É o caso do atacante Deivid, campeão brasileiro pelo Santos em 2004 e atualmente no Fenerbahçe, time turco dirigido por Zico. “Foi tudo questão de oportunidade. Aqui no Brasil, eu nunca tive um empresário bom e a oportunidade de chegar a um time grande”, diz Kleber. Com o sucesso na Indonésia, o zagueiro ainda não decidiu se vai seguir carreira como técnico no país ou voltar para Nilópolis, no Rio de Janeiro, onde mora sua família. “O brasileiro é patriota. A gente pensa em voltar para o nosso país, nada é melhor do que o nosso país, né? A saudade bate, mas tem que pensar profissionalmente.” |
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