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Brasil tem a menor proporção de padres do mundo católico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dados de 2006 do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), órgão da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostram que a proporção de padres no Brasil é a mais baixa do mundo entre os países de população majoritariamente católica. Enquanto no Brasil há 18.685 padres, uma média de um sacerdote para mais de 10 mil habitantes, na Itália, existe um padre para mil habitantes. A Argentina tem um sacerdote para cada 6,8 mil e a Colômbia, um para cada 5,6 mil. A média do México, o segundo maior país católico do mundo, apesar de superior, é a que mais se aproxima da do Brasil: um sacerdote para cada 9,7 mil habitantes. A proporção do Brasil fica atrás mesmo quando comparada com a de países que não têm maioria católica, como os Estados Unidos (um padre para 6,35 mil habitantes) e a Alemanha (um padre para cada 4,5 mil). "Situação dolorosa" Apesar de a Igreja sofrer com a falta de vocações sacerdotais no maior país católico do mundo, em números absolutos, a quantidade de padres no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Em 2004, de acordo com o Anuário do Vaticano, eram 16.853 sacerdotes. Quatro anos antes, 13.824. No documento Sacramentum Caritatis, assinado pelo papa Bento 16 e divulgado pelo Vaticano nesta terça-feira, a escassez de padres é considerada "situação dolorosa". “Isto acontece não só em algumas zonas de primeira evangelização, mas também em muitos países de tradição cristã”, diz o documento. O papa recomenda que os padres tenham maior disponibilidade para se deslocar à paróquias com problemas de escassez e o envolvimento das famílias, educando e incentivando os filhos à vocação sacerdotal. Bento 16 sugere também um esforço dos fiéis, para que se desloquem a uma das igrejas da diocese onde está garantida a presença do sacerdote. Celibato Para os críticos do celibato clerical, a proibição de casamento dos padres é uma das explicações para a "escassez de padres". Segundo o especialista em religiões Aldo Natale Terrin, professor de Antropologia e História das Religiões da Universidade Católica de Milão, mais homens se dedicariam ao sacerdócio se tivessem permissão para se casar. "Enquanto o Vaticano insistir que é possível manter o celibato, o número do clero permanecerá insuficiente", disse Terrini à BBC Brasil. O vaticanista Marco Politi tem opinião parecida. "Os bispos discutiram este assunto. Mas não tiveram a coragem de aprovar a ordenação de homens casados de virtude reconhecida, que estariam dispostos a ter a ordem sacerdotal e amenizariam o problema da falta de vocação”, afirma. |
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