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Na Argentina, Burns elogia Brasil e critica Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado americano, Nicholas Burns, elogiou o Brasil, nesta sexta-feira, em Buenos Aires. Ele afirmou que sua viagem ao território brasileiro foi "fantástica" e que a "conexão" entre os dois países é "muito forte". Segundo Burns, "essa conexão será melhor ainda depois da visita do presidente (George W.) Bush, em março". "Nossa relação não é tão boa com o governo de Hugo Chávez", acrescentou. Por sua vez, o sub-secretário de Assuntos Hemisféricos, Thomas Shannon, completou dizendo que a atual relação entre Estados Unidos e Venezuela é "péssima". Em março, além do Brasil, Bush visitará Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, mas não Argentina e Chile. Burns fez palestra, nesta sexta-feira, no CARI (Conselho Argentino para Relações Internacionais), para acadêmicos, ex-diplomatas e assessores do governo argentino. Segundo ele, o governo americano está hoje "concentrado" na relação com Brasil, Argentina e Colômbia, dentro da América do Sul. E também quer "ajudar" Bolívia e Equador – nos dois casos, os governantes afirmam identificar-se com Chávez. "Péssima" Na hora das perguntas, Burns reiterou as divergências do governo americano com Chávez: "A verdade é que não estamos muito voltados para Hugo Chávez, mas esperamos que a democracia seja mantida na Venezuela". Burns falou ainda sobre seu desejo de que a transição democrática seja "pacífica" em Cuba, onde durante 50 anos, destacou, faltou esta liberdade institucional. Ao discursar, Burns colocou Venezuela e Cuba num mesmo contexto, separando os dois países do restante da região, onde a democracia e a abertura econômica, disse, "transformaram a América do Sul". Segundo a imprensa argentina, Thomas Shannon foi ainda mais severo na hora de falar sobre a Venezuela. Além de afirmar que a relação é "péssima", "Republiqueta" A visita das autoridades do governo Bush ocorre poucas horas depois que o presidente argentino Néstor Kirchner mandou recado aos Estados Unidos, dizendo que seu país "não é uma republiqueta" e que "não vai tolerar pressões de ninguém". No discurso da véspera, na Casa Rosada, sede da Presidência da República, Kirchner demonstrou, assim, que não gostou da notícia (do jornal Clarín) de que o embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Earl Wayne, teria tentado interferir a favor de um fundo americano de investimentos que espera aprovação do governo argentino para formalizar a compra da Transener, empresa de energia elétrica. Burns minimizou os ataques de Kirchner. Disse que foi um "mal entendido", mas esclareceu que a chamada "diplomacia empresarial", a favor das empresas americanas, é normal e vai continuar. Apesar das críticas, Kirchner reuniu-se, nesta sexta, com Burns e Shannon. Não foi divulgada a data do embarque das autoridades americanas de volta aos Estados Unidos. |
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