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Democrata vê desmando no Iraque e desigualdade econômica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os democratas deram sua resposta ao discurso do Estado da União realizado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pouco após o pronunciamento do líder americano e criticaram a suposta desigualdade econômica vivida no país e o que chamaram de ''desmando'' no Iraque. O discurso em resposta a Bush foi realizado por Jim Webb, senador pelo Estado da Virgínia, que tomou posse no início deste ano. Acredita-se que a escolha de Webb para ser o porta-voz democrata tenha se dado por suas credenciais. Ele é um ex-republicano que foi secretario da Marinha na administração de Ronald Reagan, mas tem sido um contumaz crítico da guerra no Iraque e da política econômica seguida pela atual administração. Em relação à guerra, o senador afirmou que os custos do conflito têm sido ''estarrecedores para a nossa nação'', tanto em termos financeiros, como em relação ao ''desgaste que causaram na imagem americana em todo o mundo'. Devido ao conflito, afirmou o senador, o país ''perdeu oportunidades de derrotar as forças do terrorismo internacional''. Sobre a economia, Webb disse: ''Quando olhamos para a saúde de nossa economia, é quase como se estivéssemos vivendo em dois países diferentes. Alguns dizem que as coisas mudaram para melhor. O mercado de ações está em alta e os lucros das grandes empresas também'', disse o senador. Em seguida ele acrescentou que as desigualdades sociais vêm crescendo nos Estados Unidos. ''Quando me formei, os salários médios de grandes executivos eram 20 vezes maiores que o do trabalhador médio. Hoje em dia, eles são 400 vezes maiores. O senador disse ainda que ''os salários de nossos trabalhadores atingiram seu nível mais baixo na história'' e que as manufaturas americanas estão sendo ''desmanteladas e enviadas para o exterior. E bons empregos americanos estão indo com elas''. Currículo Ex-fuzileiro naval e combatente no Vietnã, Jim Webb tem um filho que está lutando no Iraque e quando tomou posse, no início deste mês, fez seu discurso trajando as botas militares do rapaz. A escolha de Webb para dar a mensagem democrata não deixou de ser surpreendente, já que recentemente ele protagonizou um diálogo tenso com Bush na Casa Branca. Ao se deparar com o senador, Bush indagou como estava seu filho. Webb retrucou que gostaria que ele saísse do Iraque. O presidente respondeu dizendo: ''Não foi isso que eu perguntei. Perguntei, como está o seu filho''. Ao que Webb rebateu: ''Isso é entre eu e o meu filho, senhor presidente''. Na época, muitos criticaram o senador, alegando que ele havia desrespeitado o líder do país. Durante seu discurso, o senador lembrou a tradição militar de sua família e exibiu uma foto de seu pai, que combateu na Segunda Guerra Mundial. ''Assim como muitos outros americanos, hoje e ao longo de nossa história, nós servimos (as forças militares) não por razões políticas, mas porque amamos nosso país e confiamos na avaliação de nossos líderes nacionais''. Mas Webb acrescentou que, ao contrário de líderes do passado, Bush levou os Estados Unidos à guerra de forma ''desastrada'' e disse que o presidente ''desconsiderou avisos feitos por assessores de segurança nacional durante a primeira Guerra do Golfo'', quando os Estados Unidos eram comandados por George Herbert Walker Bush, o pai do atual presidente. Webb citou o exemplo de ex-presidentes republicanos que, em seu entender, deveriam servir de inspiração para o atual líder dos Estados Unidos. Primeiro, citou Theodore Roosevelt, que governou o país na década de 20 quando, ''assim como agora, o país estava vivendo uma divisão social. Os chamados barões da borracha estavam colhendo uma significativa parcela da riqueza nacional. E os despossuídos estavam ameaçando uma revolta''. Segundo Webb, Roosevelt se insurgiu contra essas divisões e conclamou os republicanos a se posicionar ''por um lado, contra a influência indevida de grandes empresas e, por outro, contra a demagogia e o domínio de máfias''. O senador também deu como exemplo a conduta do ex-presidente Eisenhower, na década de 50. ''Quando olho para o Iraque, lembro as palavras de Dwight Eisenhower, então um ex-general prestes a ser empossado como presidente, no período negro da Guerra da Coréia, que havia chegado a uma encruzilhada. 'Quando chegará o fim?', indagou o general que havia comandado nossas forças na Segunda Guerra Mundial. E assim que ele se tornou presidente, ele pôs fim à Guerra da Coréia.'' |
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