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Embaixador dos EUA na ONU é figura polêmica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Desde sua indicação como embaixador dos Estados Unidos para as Organizações das Nações Unidas (ONU), em agosto de 2005, John Bolton sempre foi visto como uma figura controversa. Na época, a nomeação de uma pessoa com personalidade tão estridente mobilizou muitos ex-embaixadores americanos – 102 deles assinaram uma carta pedindo que senadores rejeitassem sua indicação. John Bolton foi escolhido para o posto apesar da ferrenha oposição dos democratas e, também, para o desconforto de muitos republicanos. Depois de meses de indefinição, o presidente George W. Bush usou um recurso conhecido como “indicação de recesso” - uma medida forçada e de emergência - para aprovar Bolton para o cargo, em agosto do ano passado. Mas a vitória democrata nas eleições parlamentares do mês passado praticamente tornou impossível que Bolton pudesse permanecer no cargo além do fim de seu atual mandato, janeiro de 2007. Os simpatizantes de Bolton o consideram um pragmático brilhante e trabalhador, cujo ceticismo em relação ao papel da ONU o fazem a pessoa perfeita para ocupar a embaixada americana no órgão. Os críticos da administração Bush, entretanto, dizem que a postura crítica de longa data de Bolton supera, e muito, o que poderia se considerar como um ceticismo saudável. No passado, ele ficou conhecido por dizer que “não havia tal coisa” como a ONU e por declarar que os Estados Unidos eram a "única potência real no mundo". Ele também disse que, caso o prédio de 38 andares da ONU no coração de Manhattan “perdesse dez andares hoje, não faria nenhuma diferença”. Palavras contundentes Bolton, de 58 anos, é um advogado formado na Universidade de Yale e foi funcionário dos governos Ronald Reagan e George Bush, pai do atual presidente. Em 2000, ele teve papel-chave ao representar George W. Bush na recontagem dos votos das eleições presidenciais – e foi recompensado após a confirmação da vitória de Bush com cargo de alto escalão no setor de Controle de Armamentos do departamento de Estado, em maio de 2001. Nessa função, ele se mostrou um crítico mordaz de países como a Coréia do Norte e Irã. Bolton foi bastante elogiado pelo seu trabalho que levou ao estabelecimento da Iniciativa de Segurança de Proliferação, um acordo apoiado por 60 países que procurava impedir o transporte de material físsil. Mas houve acusações de que Bolton tentou orquestrar a demissão de dois analistas de dados de inteligência que se recusaram a adaptar seus pareceres ao que Bolton dizia. Bolton negou a acusação, dizendo que ele apenas teve um atrito com os analistas por causa da postura “antiprofissional” deles. “Ele é incrivelmente trabalhador e muito esperto”, disse Avis Bohlen, que serviu como subsecretário de Estado para Controle de Armamentos no primeiro ano do mandato de Bolton no cargo titular. ONU A indicação de Bolton para a ONU veio em um momento em que várias personalidades da direita americana estavam exigindo uma reforma ampla da ONU, uma organização vista por eles como um símbolo da diplomacia multilateral no que ela tem de mais flácido e entediante. Ele liderou uma bem-sucedida campanha contra a ratificação, pelos Estados Unidos, do estatuto da Tribunal Criminal Internacional (um produto do "romantismo vago", segundo Bolton) e tem sido um crítico duro de tratados de desarmamento e de negociações com "Estados párias". Analistas dizem que, durante seu período à frente da ONU, Bolton foi um advogado tenaz, sincero e às vezes contraproducente dos esforços americanos para evitar que o Irã obtivesse uma arma nuclear, para estimular a Síria a retirar sua presença militar do Líbano ou para levar tropas africanas de paz à Somália. Bolton também foi visto como eficiente na questão da Coréia do Norte, estimulando a aprovação, no Conselho de Segurança da ONU, de uma resolução com sanções duras contra o país após o teste nuclear realizado em outubro. |
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