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Brasil é 'estrela' no dia mundial da luta contra a Aids, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No Dia Mundial da Luta contra a Aids, comemorado neste 1º de dezembro, jornais de língua francesa destacaram os avanços do programa brasileiro de combate à doença. Em matéria intitulada "Aids: Os países que dão exemplo", o francês Les Echos diz que existe um "trio de referência" constituído pelo Senegal, o Brasil e a Tailândia. "Em matéria de luta contra a Aids, o Brasil faz um pouco o papel de estrela", afirma o texto, que descreve como o país foi um dos primeiros a encampar um programa amplo, com distribuição gratuita de medicamentos e uso extenso de publicidade. O jornal destacou a "coragem" senegalesa de combater a Aids em uma sociedade tradicionalista, antes mesmo das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) neste sentido, e descreveu a Tailândia como um país "com reputação de rei" por condicionar o funcionamento de casas de sexo ao uso do preservativo, e por se lançar desde cedo à fabricação do coquetel anti-Aids. O suíço Le Temps lembrou que o Brasil ainda deve superar problemas como a falta de informação, e a cultura do machismo, que leva muitos homens a rejeitar o uso do preservativo. Bric O Irish Times diz que o Brasil "desafia céticos à medida que o comércio põe a economia no caminho do crescimento". O jornal cita analistas que afirmam que, entre os chamados Bric – sigla para Brasil, Rússia, China e Índia – o país é o que "menos crédito tem por suas credenciais". Pelo menos um chega a afirmar que o Brasil não deveria sequer fazer parte do grupo, que concentra os investimentos em economias emergentes. "O ceticismo é compreensível, dado o histórico de crescimento errático do país", escreve o diário irlandês. No entanto, o texto diz que o Brasil vem reduzindo suas taxas de juros e elevando suas exportações com o resto do mundo. Citando "a fome de (importar) alimentos" da China, a matéria aconselha maior abertura econômica e comercial para aproveitar "oportunidades em outros países emergentes". Iraque O britânico Financial Times especula que o relatório sobre o Iraque encomendado pelo governo americano a uma comissão independente "pode vir muito tarde para uma mudança de estratégia". Quando for apresentado oficialmente na quarta-fera, o relatório – que já vazou à imprensa – deve causar "um senso de anti-clímax", segundo o FT. "Sua publicação virá muito tarde, tendo em vista a velocidade de deterioração no dia-a-dia", no Iraque. Referindo-se a negociações com a Síria e o Irã, o jornal questiona ainda se o presidente americano, George W. Bush, aceitaria conselhos contradizendo "suas crenças profundas de que os Estados Unidos não devem tratar com Estados párias". Em matéria sobre o mesmo tema, o americano Washington Post revela mais um detalhe do relatório. Segundo o jornal, a comissão vai sugerir – "assumindo que as condições permitam" – que os Estados Unidos retirem quase todas as suas tropas do país em 2008, deixando apenas soldados encarregados de treinar as forças iraquianas. Chávez O argentino Pagina 12 diz que a oposição na Venezuela está "entre o ser e não ser", ou seja, entre existir e boicotar o governo. "Depois do apoio ao golpe de 2002, à greve geral de 2003 e ao boicote legislativo de 2004, os setores mais participativos ganharam terreno dentro da oposição, que inclui de câmaras empresariais a um partido marxista-leninista", diz o jornal. "O desafio, agora, é elaborar um programa além do anti-chavismo raivoso." O jornal Al-Ittihad, dos Emirados Árabes, diz que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, representa um "herói" para muitos povos árabes, por causa do seu "antiamericanismo exagerado". Mas o jornal critica esta postura. "(Os Estados Unidos) são mais que o governo Bush. Lembremos que foi Eisenhower quem convenceu britânicos, franceses e israelenses a pôr fim a seus ataques contra o Egito de Nasser, em 1956. Que Washington sustentou a independência da Argélia, então colônia francesa. Mais recentemente, o papel do governo Clinton na defesa dos muçulmanos da ex-Iugoslávia", escreve o diário, em editorial. "Não é de interesse de ninguém no mundo árabe tomar para si a fórmula de Chávez. Ancorar nossa política na hostilidade aos Estados Unidos pode apenas entregar nossa região aos extremistas religiosos e levar à destruição das nossas sociedades." |
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