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Amorim volta a afirmar que política externa não muda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou nesta quarta-feira em Abuja, na Nigéria, que o Brasil não mudará o foco de sua política externa no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amorim, que acompanha o presidente na cúpula dos chefes de Estado africanos e sul-americanos, disse que a possível mudança de foco do Itamaraty, com um retorno ao privilégio das relações com Estados Unidos e Europa, não passa de “um mito”. “Não sei quem criou esse mito, que acaba repercutindo nos outros países como se fosse verdade”, disse Amorim. Segundo ele, a grande prioridade do governo Lula continua sendo a integração da América do Sul e o estreitamento dos laços com os demais países em desenvolvimento. Três embaixadores-chave da política externa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticaram a chamada “diplomacia Sul-Sul” priorizada pelo governo Lula. Em evento realizado em São Paulo na terça-feira, os diplomatas Sergio Amaral, José Botafogo Gonçalves e Rubens Barbosa – que assumiram embaixadas brasileiras durante a presidência de FHC - também disseram que não acreditam que a política externa de Lula mudará no segundo mandato. 'Relações intensas' Para Amorim, isso não significa que o Brasil não tem interesse de manter boas relações com os países desenvolvidos. “Temos relações intensas com os Estados Unidos em muitos aspectos”, disse. Segundo o ministro, o fato de Lula ter viajado seis vezes à África, visitando 17 países da região durante o seu primeiro mandato, é uma demonstração do interesse brasileiro na região. “Mas isso não impede o presidente de se reunir com o presidente (George W.) Bush ou com o presidente (Jacques) Chirac, por exemplo”, ressaltou. Segundo ele, as críticas do empresariado brasileiro à atual política externa são infundadas. “Essas críticas são curiosas, porque todos estão ganhando muito dinheiro. As exportações do Brasil para os países em desenvolvimento cresceram significativamente durante o governo Lula”, observou. Segundo ele, é um equívoco pensar que um acordo de comércio com os Estados Unidos beneficiaria mais o Brasil. “O Brasil não está perdendo mercado para a Colômbia, que fez um acordo comercial com os Estados Unidos, mas sim para países como a China, por outras razões”, disse. |
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