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Brasil 'deve' à África riqueza cultural e alegria, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em Botsuana, que está trabalhando para construir uma consciência de que o Brasil é um “devedor” ao povo africano. A declaração foi dada de improviso no final de um discurso que Lula havia preparado para um almoço com o presidente betchuano, Festus Mogae, além de vários políticos e empresários. “Não devedores de dinheiro, porque não temos o dinheiro para pagar”, brincou Lula. “Mas devedores da nossa riqueza cultural, devedores da alegria do nosso povo, devedores da nossa ginga e da nossa dança, e devedores da beleza do nosso povo.” “A mistura de brancos, negros e índios (no Brasil) produziu, sem modéstia, uma parcela de seres humanos mais alegres e mais bonitos do planeta Terra”, concluiu o presidente, seguido de muitos aplausos da platéia. Em casa Lula também voltou a prometer que o Brasil “nunca mais vai olhar o mundo sem enxergar a África”. “Durante muitos anos do século 20, o Brasil virou as costas para a América do Sul, olhava para a Europa sem enxergar a África e olhava para os Estados Unidos”, disse Lula. “Às vezes, queria até enxergar o Japão sem querer enxergar a África.” O presidente disse ainda que cada vez que faz uma viagem para a África é “como se estivesse voltando para sua própria casa”. Abstinência alcoólica Tanto após o discurso do presidente Mogae como depois da fala de Lula, ambos os presidentes brindaram com champanhe a amizade entre os dois países. O respeito à solenidade foi mais forte do que o regime de abstinência que o presidente vem mantendo. Ele deu um pequeno gole da bebida após o brinde, e propôs mais depois de terminar seu discurso. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, Lula está sem beber álcool há mais de 40 dias. Cooperação O governo brasileiro assinou dois acordos de parceria e cooperação com o governo de Botsuana, um na área de esportes e outra no combate e prevenção à Aids. Segundo a Agência da ONU para a Aids (Unaids), o país africano é o segundo com o maior percentual de pessoas infectadas com o vírus HIV: 37,4%. Durante muito tempo, Botsuana foi o primeiro no ranking com a maior taxa de incidência do vírus, mas agora vem registrando importantes melhorias graças à iniciativa de oferecer medicamentos anti-retrovirais a sua população. Botsuana foi a primeira nação africana a adotar a política, que, de acordo com o presidente Mogae, foi inspirada no modelo brasileiro. |
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