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EUA espalham terrorismo, diz líder do Irã em carta aos americanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, enviou nesta quarta-feira uma carta aberta ao povo americano na qual acusa o governo dos EUA de lançar mão de comportamentos que "ofendem a opinião pública mundial, exacerbam o resentimento e, portanto, propagam o terrorismo, maculando a imagem dos EUA e sua credibilidade entre as nações". Em um texto sem precedentes, de cinco páginas, divulgado pela representação diplomática do Irã na ONU, em Nova York, o presidente do Irã se dirige aos "nobre americanos" e afirma que o governo dos Estados Unidos mentiu sobre as motivações por trás da guerra do Iraque e diz considerar ser "muito improvável que vocês, o povo americano, concordem com os bilhões de dólares gastos anualmente nesta desventura militar". "Olhemos para o Iraque. Desde o início da presença militar americana no país centenas de milhares de iraquianos foram mortos, feridos ou perderam suas casas. O terrorismo no Iraque cresceu consideravelmente e nada foi feito para reconstruir as ruínas, restaurar a infra-estrutura ou aplacar a pobreza. Soldados americanos muitas vezes se perguntam por que foram enviados ao Iraque." O líder do Irã afirma que entre as ações americanas que vêm causando condenação mundial estão o fato de que a administração do país está "sequestrando supostos opositores em todo o planeta e arbitrariemente detendo-os sem julgamento ou qualquer supervisão em horrendas prisões em diferentes partes do mundo". Ações ilegais O presidente do Irã afirma que "o comportamento ilegal e imoral da administração americana não se confina nem mesmo às fronteiras internacionais do país. Vocês têm testemunhado diariamente que sob o pretexto da 'guerra ao terror', liberdades civis nos Estados Unidos estão sendo cada vez mais ameaçadas". Procurando distanciar a população americana das ações de seu governo, o líder iraniano acrescenta: "Não tenho dúvida de que o povo americano não aprova esse comportamento e, de fato, o deplora". Mais à frente, Ahmadinejad afirma que "sem dúvida o povo americano não está satisfeito com este procedimento e mostrou sua insatisfação na recente eleição". Ele afirma esperar que "a administração do presidente Bush tenha ouvido a mensagem do povo americano e pretenda atendê-la". Israel O líder iraniano é particularmente crítico em relação ao apoio americano dado a Israel e frisa que a política americana em relação ao país não contaria com o apoio da própria opinião pública dos Estados Unidos. "Vocês sabem que a administração americana tem constantemente dado cobertura e apoio cego ao regime sionista, levando-o a prosseguir com seus crimes, e impediu o Conselho de Segurança da ONU de condená-lo." Ahmadinejad acrescenta que "lamentavelmente a administração americana deixa de levar em conta a sua própria opinião pública e segue apoiando a cassação dos direitos do povo palestino". Em diversas passagens, o tom de Ahmadinejad é conciliatório e visa destacar os pontos que aproximam iranianos de americanos. "Nossas nações são tementes a Deus, amantes da verdade e busucam a justiça, dignidade, respeito e perfeição". O líder iraniano abre seu texto afirmando que "não fossem as calamidades causadas pela administração americana, bem como as trágicas consequências da interferências dos Estados Unidos em outros países", haveria "pouca urgência em dialogar com vocês". Mahmoud Ahmadinejad encerra sua carta com uma citação do Corão, que afirma que "aqueles que se arrependem, têm fé e fazem o bem serão salvos". |
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