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Atualizado às: 21 de novembro, 2006 - 18h05 GMT (16h05 Brasília)
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Justiça de Israel reconhece gays casados no exterior

Judeu ultra-ortodoxo protesta contra parada gay em Jerusalém (11 de novembro)
Judeus ultra-ortodoxos defendem "caráter judaico de Israel"
A Suprema Corte de Justiça de Israel aceitou o recurso de cinco casais homossexuais que haviam se casado no Canadá e instruiu o Ministério do Interior a registrar os casamentos.

A decisão da Corte provocou a indignação dos partidos ultra-ortodoxos, que acusaram os juízes de tentarem "destruir o caráter judaico do Estado de Israel".

O deputado Moshe Gafni, do Partido Judaísmo da Torá, declarou: "A decisão da Corte significa a destruição da célula familiar, este é um estado de Sodoma e Gomorra".

O ministro responsável pelos serviços religiosos, Itzhak Cohen, do partido ultra-ortodoxo Shas, afirmou que com esta decisão a Corte "mergulhou na impureza".

Segundo o ministro os casamentos devem ser realizados "exclusivamente de acordo com a religião de Moisés e Israel".

Já o deputado Ofir Pines, do Partido Trabalhista, disse que "as ofensas dos ultra-ortodoxos à Suprema Corte constituem uma ameaça ao próprio Estado de Direito em Israel".

Casamento civil

Em Israel não existe casamento civil. Milhares de casais que não se adaptam aos parâmetros do Rabinato não podem se casar no país e são obrigados a viajar para o exterior, em busca de um procedimento civil.

Em geral, os casamentos civis realizados no exterior são reconhecidos pelo Estado, porem até hoje esse reconhecimento não incluía uniões gays.

A diretora da ONG Nova Família, advogada Irit Rosenblum, disse à BBC Brasil que a cada ano em média 7 mil casais de israelenses são obrigados a se casar no exterior por não serem aprovados pelo Rabinato.

"O Rabinato rejeita casais mistos, de judeus com não judeus, e até se nega a casar mulheres divorciadas judias com homens judeus de sobrenome Cohen", disse Rosenblum.

"São tantas as restrições impostas pelas autoridades ortodoxas que milhares de israelenses não podem se casar em seu próprio país."

"A decisão da Suprema Corte é revolucionária pois pela primeira vez o Estado será obrigado a reconhecer as novas células familiares", afirmou a advogada.

O israelense Sefi Bar Lev, que se casou com o namorado no Canadá há três anos, é uma das pessoas que entraram com o recurso na Suprema Corte.

Em entrevista à radio estatal de Israel, Bar Lev disse que pretende ir imediatamente ao Ministério do Interior para registrar seu casamento.

"Este é um grande dia para nós", disse ele, "mas estamos só no começo do caminho, nosso objetivo é que gays possam se casar aqui mesmo e não tenham que viajar para o exterior para exercer seus direitos básicos".

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