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Bônus para financiar vacinas estréia com sucesso em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um novo tipo de título de investimento, que será usado para financiar campanhas de vacinação em países pobres, mostrou ser um grande sucesso no seu dia de lançamento, nesta terça-feira. A procura pelo bônus, lançado em Londres pelo ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, foi o dobro do total de papéis disponibilizado aos investidores. O primeiro título foi entregue a um cardeal vindo do Vaticano, representando o papa Bento 16. A iniciativa tem como meta arrecadar US$ 4 bilhões dentro dos próximos dez anos. A embaixada do Brasil em Londres informou que, em visita à Grã-Bretanha neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a participar do projeto. "Revolucionário" Além da Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha, Suécia e Noruega também apoiam a iniciativa. Os organizadores do projeto – a Aliança Global pelas Vacinas e Imunizações (Gavi, na sigla em inglês), órgão que reúne governos, ONGs e organismos internacionais como o Banco Mundial – dizem que o bônus vai revolucionar a maneira como países ricos ajudam países pobres. O valor dos bônus equivale à quantia que o país destinaria a programas de vacinação em países pobres ao longo dos próximos dez anos. A diferença é que o esquema permite que o dinheiro seja usado imediatamente em um programa de vacinação em massa, salvando vidas e ajudando a erradicar doenças como a poliomielite. A Gavi calcula que o dinheiro vai permitir a imunização de 500 milhões de crianças até 2015, salvando 10 milhões de vidas que de outra forma seriam perdidas por causa de doenças como sarampo, difteria e tétano. Estados Unidos Brown disse que espera convencer outros países, entre eles os Estados Unidos, a participarem. O país reluta em assumir, no presente, compromissos que terão de ser honrados por administrações futuras. É a primeira vez que um bônus são lançados para levantar fundos para o combate à doenças. Nesse primeiro momento, o esquema funcionará de forma experimental, com a maior parte do dinheiro sendo oferecida pela Grã-Bretanha e pelo bilionário Bill Gates. O governo britânico espera que a iniciativa possa ser ampliada para incluir o combate à malária e à Aids. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ministros dos G-8 anunciam acordo de combate à pobreza11 de junho, 2005 | Notícias Acabar com a pobreza leva uma geração, diz Brown03 de julho, 2005 | Notícias Europa propõe fundo de US$ 4 bi para vacinação09 de setembro, 2005 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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