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Atualizado às: 07 de novembro, 2006 - 13h04 GMT (11h04 Brasília)
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Metade dos países é 'inadequada' para empresas, diz estudo
Siderúrgica em Chongqing, China
China é considerada um dos países-chave para 2007
Cerca de metade dos países do mundo – entre eles o Brasil – não fornecem um ambiente estável para a atividade de companhias, conforme análise do estudo Control Risks 2007.

A avaliação, publicada nesta terça-feira, foi feita pela Control Risks, uma consultoria que faz avaliações de risco para empresas.

Segundo o estudo, 96 dos 198 países analisados (49%) foram classificados como tendo risco “médio, alto ou extremo” para a instalação de empresas estrangeiras, sob o ponto de vista da segurança e de estabilidade política.

O Brasil foi classificado como tendo risco "médio", tanto politicamente quanto sob o ponto de vista da segurança.

Melhores e piores

Um país considerado “adequado” pelo estudo é aquele com um governo politicamente estável, com instituições fortes e os níveis de crime e violência são irrisórios.

Os países que figuram como tendo risco “insignificante” sob os dois aspectos são Andorra, Finlândia, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turks e Caicos, Islândia, Noruega, Liechtenstein e San Marino.

Segundo a Control Risk, a Somália é o país que mais combina riscos para a implantação de negócios no planeta.

O país africano é o único considerado como extremamente instável politicamente.

Sob o ponto de vista da segurança, a Somália também é tida como tendo um risco extremamente alto, ao lado de Afeganistão, Burundi, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Iraque, Paquistão e Sri Lanka.

A avaliação da Somália na condição mais hostil possível se deve ao fato de o país praticamente não ter um governo central de fato, vivendo confrontos entre facções diversas pelo comando do território, sem a possibilidade de dar garantias à instalação de companhias estrangeiras ou de seus funcionários.

Países-chave

Para a consultoria, “Estados Unidos, China e Rússia devem enfrentar decisões fundamentais para seus ambientes de negócios no próximo ano”.

Entra as decisões apontadas pelo relatório está uma eventual mudança na política americana em relação à sua política para o Oriente Médio, onde se discute uma aproximação de Irã e Síria na busca de um equilíbrio para a região, enquanto na China, a política de livre mercado deve ser reavaliada pelo governo chinês, levando a uma maior “responsabilidade social” do processo.

Na Rússia, a expectativa é de que o presidente Vladimir Putin entre no último ano de seu mandato buscando um controle ainda maior sobre a economia, especialmente sobre os recursos naturais.

Desafios

De acordo com o estudo, no próximo ano, problemas como fornecimento de energia e crime transnacional devem ser desafios tão grandes para os negócios como assuntos que conquistam mais espaço na mídia - como ameaças terroristas e de eventuais epidemias globais.

Em relação à energia, os acontecimentos na Rússia, Venezuela e Nigéria serão decisivos, dada a dependência que muitos países têm em relação à produção de petróleo dessas nações.

O crescimento do crime praticado na internet e as infrações de direitos intelectuais são os motivos pelos quais o Control Risk 2007 coloca o crime transnacional como um dos principais obstáculos a ser superado.

Embora o terrorismo siga como uma ameaça concreta, o relatório fala sobre o “impacto desproporcionado e pernicioso [do terrorismo] sobre as decisões políticas e comerciais no mundo”.

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