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Prefeitos pedem votos para Alckmin em cidades lulistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os prefeitos de Serra Talhada, em Pernambuco, e Curuçá, no Pará, têm a mesma tarefa ingrata nestas eleições: governando cidades onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu respectivamente 86% e 78% dos votos válidos no primeiro turno, enfrentam o desafio de convencer seus munícipes a votar no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O prefeito de Curuçá, Josué da Silva Neves, que foi eleito pelo PFL e no ano passado mudou para o PSDB, reconhece que nem sempre é bem recebido no corpo a corpo que faz com os eleitores da cidade. "Hoje, está complicado falar para não votar no Lula", afirma. Mas ele diz que apóia o partido e, por isso, continua visitando os eleitores tentando convencê-los a escolher o candidato do PSDB. Neves reconhece que os programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o projeto da Reserva Extrativista Mãe Grande, que deu casa para 1,2 mil moradores da cidade, influenciam mais a escolha dos eleitores do que seus argumentos. Mas o prefeito avalia que conseguiu bons resultados nos cargos não majoritários. "As pessoas diziam: para deputado estadual, federal, senador, governador, a gente vota com o senhor. Mas, para presidente, é no Lula", conta. A verdade é que, além de obter 78% dos votos dos curuçaenses para presidente, o PT conseguiu na cidade 61,8% dos votos para governador e a candidata a senadora do partido, Maria Andrade Cardoso, apesar de não ter sido eleita, teve mais votos na cidade do que o senador eleito Mario Couto Filho, do PSDB. Agora, no segundo turno, a disputa é entre o atual governador paraense, Almir Gabriel, do PSDB, e a petista Ana Julia. Duas pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontaram cada uma a liderança de um candidato. Briga regional O prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro Pereira de Menezes, não apoiou oficialmente nenhum candidato no primeiro turno, embora estivesse indiretamente com o presidente Lula, seguindo as lideranças do PL no Estado.
Mas uma briga regional o levou a apoiar Alckmin no segundo turno. Eleito pelo PFL, Menezes mudou para o PMDB e depois para o PL, seguindo o deputado federal Inocêncio de Oliveira, o político mais influente da região, nascido em Serra Talhada. No primeiro turno, os dois apoiaram candidatos diferentes para governador. Logo depois, racharam e Inocêncio anunciou sua expulsão do PL. Menezes diz que apóia Alckmin porque adversários regionais estão junto com Lula e ele não pode se juntar a eles. "Acho que a votação do Lula vai ser menor agora", afirma o prefeito. Ele também faz campanha para o candidato a governador do PFL, Mendonça Filho. Pesquisa Ibope divulgada no último dia 18 apontava Mendonça com 33% de intenções de voto, com o candidato do PSB, Eduardo Campos, na frente na disputa com 59% do total. Desde a pesquisa anterior, uma semana antes, Mendonça perdeu três pontos para Campos. |
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