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Atualizado às: 13 de outubro, 2006 - 07h57 GMT (04h57 Brasília)
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Washington rebate críticas britânicas contra Guantánamo
Prisão americana em Guantánamo
Cerca de 450 acusados de terrorismo estão em Guantánamo
O governo americano rebateu as críticas feitas à prisão de Guantánamo pela ministra do Exterior britânica, Margaret Beckett.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, afirmou que a prisão ainda é necessária para a detenção de elementos bastante perigosos.

Beckett descreveu Guantánamo como sendo “inaceitável” sob o ponto de vista do respeito aos direitos humanos, além de não ter nenhuma eficiência no combate ao terrorismo.

Cerca de 450 suspeitos de atos de terrorismo estão na prisão da ilha cubana, onde muitos deles ainda aguardam julgamentos e são torturados, segundo relatos.

“Como disse o premiê (Tony Blair), acreditamos que Guantánamo deva ser fechada”, afirmou Beckett.

“É notório que a simples existência da prisão é uma influência que radicaliza e desestabiliza a manutenção à segurança”, afirmou.

Relatório

A secretária menciona os resultados de pesquisadores americanos, que estimam que 655 mil iraquianos - o equivalente a 2,5% da população do país - tenham morrido como resultado da invasão americana em 2003.

O presidente americano, George W. Bush, afirmou em Washington que os números do estudo não são confiáveis, pois a metodologia usada já tinha sido desacreditada anteriormente.

A Grã-Bretanha tem sido um dos aliados mais leais dos Estados Unidos na batalha de Washington contra o terror, enviando tropas para o Iraque e para o Afeganistão.

Tortura

Novas acusações sobre abusos e violência dentro da prisão surgiram depois que uma advogada visitou a base, cerca de três semanas atrás.

Conforme o relato do correspondente da BBC, James Westhead, a sargento Heather Servini visitou a base como assessora de um advogado militar.

Segundo Servini, numa conversa informal, depois de terem ingerido álcool, cinco guardas da prisão lhe disseram como espancavam e torturavam prisioneiros sem nenhum tipo de punição e com a conivência de seus superiores.

Em seu depoimento, Servini narrou como os militares gargalhavam ao descrever como golpeavam o rosto dos prisioneiros e como batiam com suas cabeças contra as portas das celas.

Ela fez uma declaração sob juramento confirmando suas acusações e agora uma investigação formal será aberta.

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