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Atualizado às: 10 de outubro, 2006 - 14h25 GMT (11h25 Brasília)
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Casal americano quer devolver filho adotivo
Imagem de silhueta de criança
Garoto teria sofrido abuso físico e sexual na infância
Um casal americano estaria tentando reverter a adoção de um menino de 16 anos, dizendo que não havia sido informado sobre seu perturbador histórico de abusos na infância.

De acordo com o jornal americano Washington Post, Helen e James Briggs adotaram o menino há seis anos, depois que Helen Briggs simpatizou com ele.

Nos Estados Unidos, o governo financia famílias que se dispõem a cuidar de crianças impossibilitadas de viver com os pais biológicos através de um programa conhecido como “foster care”, uma espécie de ‘adoção temporária’.

Segundo Helen Briggs, ela somente descobriu o tumultuado passado do garoto quando ele abusou sexualmente de duas crianças, de dois e seis anos.

O Washington Post publicou arquivos confidenciais que revelam que os pais biológicos do menino eram viciados em álcool e drogas, e tinham abusado física e sexualmente dele, deixando danos cerebrais que afetaram sua capacidade de mesurar a passagem do tempo.

O garoto tinha passado pelos cuidados de outras cinco famílias antes dos Briggs, desde os 16 meses de idade, além de ter sete passagens por instituições psiquiátricas, onde foi diagnosticado como possivelmente sendo um bipolar psicótico.

“Adoção errada”

Helen Briggs disse que ela não tinha sido avisada desses detalhes antes da adoção. “Tinham me dito só que ele era hiperativo”, afirmou Briggs.

De acordo com as leis do estado da Virginia, os assistentes sociais encarregados do caso precisam fornecer todos os dados disponíveis aos possíveis pais adotivos.

Contudo, o Post diz que os assistentes sociais não admitem que Helen Briggs pudesse não estar a par da situação.

A assistência social do estado da Virginia não fez nenhum comentário sobre o caso, por causa da confidencialidade legal, que proíbe a divulgação do nome do menor.

Um juiz do condado de Fairfax determinou que Helen Briggs pode devolver a custódia do garoto ao estado, mas ela ainda terá de pagar US$ 427 (cerca de R$ 924) por mês para ajudar nas despesas do menino e com os gastos judiciais, até que seja dada a sentença final.

Helen Briggs, que tem 57 anos, poderia ter entrado com um processo de “adoção errada”, até dois anos depois de ter descoberto a história, mas perdeu o prazo.

“Predador sexual”

Briggs diz que queria levar o garoto de volta para casa depois dos casos de abuso sexual, em 2003, mas os psicólogos o classificaram como sendo um “predador sexual”, e assim, ela teria de abrir mão de seu trabalho como “mãe adotiva”, seu principal meio de vida.

Ela também teria de deixar de receber suas três netas em casa, ou então afastar uma menina de quem ela cuidou desde o nascimento.

O problema é que para conseguir dissolver a adoção, é necessário o consentimento do garoto, que se recusa.

Briggs disse que está pedindo ajuda a políticos para encontrar uma saída.

“Num primeiro momento, você pensa: ‘O quê? Você está tentando se livrar se seu filho?”, declarou David Albo, um político do estado da Virginia, ao Washington Post.

“Daí você se dá conta que esta senhora recebeu prêmios pelo trabalho de “mãe adotiva” que ela fez. Ela jamais teria adotado o garoto e colocado outras crianças em perigo se tivesse a informação que lhe foi negada”, declarou Albo.

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