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Aposentado italiano se oferece em anúncio como avô adotivo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um professor aposentado de 80 anos e viúvo resolveu acabar com sua solidão na Itália botando um anúncio no jornal procurando uma família que o adote como avô. Giorgio Angelozzi, cuja mulher morreu há 14 anos, publicou o classificado no fim de semana e foi inundado com respostas. "Famílias de toda a Itália me procuraram", disse ele, que ofereceu pagar 500 euros (cerca de R$ 1,7 mil) por mês à nova família. "Professor aposentado e idoso procura família que queira adotar avô. Paga-se", dizia o anúncio publicado no Corriere della Sera. O professor de línguas clássicas, que mora nos arredores de Roma com sete gatos desde que sua mulher morreu em 1992, disse que se sente sozinho depois de ter passado sua vida ensinando grego e latim aos jovens. Sozinho O anúncio, obviamente, "tocou" várias famílias italianas. "Muitas famílias responderam ao meu apelo, e querem que eu ensine Horacio e Catulo aos seus filhos e netos", disse Angelozzi. O aposentado disse que não esperava tamanha receptividade à sua história. "Mas lembrem-se, meu problema afeta vários idosos na Itália." Apesar da tradicional importância da família na Itália, mudanças nas estruturas dos relacionamentos fizeram com que mais idosos morem sozinhos, e não com seus parentes. No ano passado, 7.760 pessoas a mais do que o normal morreram por causa da intensa onda de calor na Itália. Entre elas, a maioria era de idosos que moravam sozinhos. |
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