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Voto refletiu economia regional, diz analista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A divisão regional da votação para presidente refletiu o desempenho econômico das regiões brasileiras, segundo o cientista político Octavio Amorim Neto, professor da Escola de Economia da FGV do Rio de Janeiro. De acordo com Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, teve suas melhores votações justamente nas regiões que experimentam crescimento econômico. Já nas regiões em que a economia enfrenta problemas, a preferência do eleitorado ficou com o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. "Houve uma surra de Lula no Norte e Nordeste, e uma surra de Alckmin no Sul e Centro-Oeste, enquanto a região Sudeste está dividida", afirmou. Isso aconteceu, segundo Amorim, porque as regiões Sul e Centro-Oeste, em que o agronegócio tem um peso importante, "estão em recessão". As economias do Norte e do Nordeste cresceram acima da média nacional, impulsionadas pelos programa sociais do governo e pela redução no preço dos alimentos possibilitada pelo dólar baixo. Já o Sudeste vive uma situação mista, com atividades que estão sendo beneficiadas e outras que estão sendo prejudicadas pela atual política econômica. Industrialização O IBGE ainda não tem os dados de crescimento divididos por regiões, mas o economista Frederico Gonçalvez Cunha, coordenador de contas regionais, confirma a premissa. Cunha diz que a economia dos Estados da região Sul foi prejudicada pela seca e pela queda dos preços agrícolas internacionais, enquanto o Centro-Oeste teve diminuição de renda por causa da queda dos preços, especialmente da soja, e também da valorização do real em relação ao dólar. Já as regiões Norte e Nordeste tiveram um desempenho melhor do que a média, mas Cunha diz que não se pode creditar a mudança somente aos programas sociais, mas também a um aumento da industrialização em alguns Estados, como a Bahia. Neste domingo, Alckmin teve 54,9% dos votos na região Sul, enquanto Lula ficou em segundo com 34,8%. No Centro-Oeste, o tucano teve 51,6% dos votos e o petista ficou com 38,5%. No Nordeste, a situação se inverteu. Lula recebeu 66,8% dos votos e Alckmin teve 26%. O presidente liderou no Norte com 56% dos votos e o candidato do PSDB ficou em segundo com 36,4%. No Sudeste, que tem o maior colégio eleitoral do país, o desempenho dos dois candidatos ficou mais próximo. Alckmin teve 45,3% do total, e Lula, 43,3%. Mas no Estado de São Paulo a vantagem de Alckmin foi maior, com 54,2% dos votos, enquanto Lula teve 36,7%. |
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