|
Francês atribui 2º turno a ausência de Lula em debate | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Lula errou na última semana de campanha, ao faltar ao debate organizado pela TV Globo e imputar somente ao seu próprio partido a responsabilidade no escândalo da compra de fitas contra o tucano José Serra. A opinião é do professor de Ciências Políticas da Universidade de Paris 1, Stéphane Monclaire, que acrescentou: "Essas decisões erradas, em uma campanha até então sem erros, foram exploradas à exaustão pela oposição e pela mídia". Mas o brasilianista não descartou que denúncias ou ataques pessoais surjam também contra o candidato tucano, Geraldo Alckmin, e turvem ainda mais a definição do segundo turno. "Ainda temos quatro semanas, e muito, muito ainda vai acontecer. Um mês é um tempo enorme, considerando que há 15 dias Lula tinha 55% das intenções de voto. É uma mudança colossal!" Imprensa Questionado sobre uma possível vitória de Alckmin o professor disse que o candidato tucano necessita ganhar os votos de protesto que foram para Heloísa Helena e Cristóvam Buarque. O candidato tucano tem a seu favor a "surpresa" de ter chegado ao segundo turno, um histórico mais brando de denúncias de corrupção, e o apoio de aliados fortes, como o governador Aécio Neves, "que se reelegeu triunfalmente em Minas Gerais", nas palavras do professor. Se conseguir vencer Geraldo Alckmin no dia 29 de outubro, Lula começará seu novo mandato "fragilizado". À diferença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que conseguiu uma reeleição fácil em 1998 - Lula travará com o PSDB uma batalha que no mínimo deixará cicatrizes, porque o segundo turno "acirrará posições". Se eleito, o petista terá de enfrentar pressões políticas - como ameaças de CPI e até de impeachment - em um Congresso onde a oposição se fortaleceu, prevê o brasilianista. Uma oposição mais forte tentará encontrar o que ainda está inédito: a prova contundente de que Lula conheceu ou avalizou os casos de corrupção atribuídos ao seu governo. Tarefa difícil, entretanto, ainda mais porque o efeito político terá de diminuir o otimismo gerado pelos bons indicadores de crescimento econômico e distribuição de renda. "Todos os países latino-americanos que vivenciaram impeachments nos últimos anos estavam em momentos econômicos ruins, que geraram descontentamento na população", explicou o professor da Sorbonne. "O descontentamento econômico gerou descontentamento político. Mas esse é o caso inverso do Brasil, cuja economia está em retomada." |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Alckmin comemora segundo turno em festa em São Paulo02 outubro, 2006 | BBC Report Eleição de Collor é fenômeno regional, dizem analistas02 outubro, 2006 | BBC Report Enfraquecimento de Lula preocupa EUA, diz analista02 outubro, 2006 | BBC Report Para Wall Street, 2° turno é surpresa positiva02 outubro, 2006 | BBC Report Para 'La Nación', eleição mostra que 'tolerância não é infinita'02 outubro, 2006 | BBC Report PT se diz pronto para 2º turno; Alckmin, confiante02 outubro, 2006 | BBC Report Lula e Alckmin disputarão 2° turno em 29 de outubro02 outubro, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||