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Regras limitaram debate, diz analista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As regras criadas pela TV Globo para assegurar equilíbrio de oportunidades entre os candidatos presidenciais no debate realizado nesta quinta-feira à noite acabou "engessando" as interações entre os participantes, na avaliação do consultor em marketing político Gaudêncio Torquato. "Foi um modelo burocrático, frio, com excesso de regras", afirmou o especialista, diretor da consultoria GT Marketing e Comunicação. A emissora organizou o debate em cinco blocos: dois com temas sorteados, dois com temas livres e um para conclusões finais. Nos quatro primeiros, a distribuição das perguntas era inicialmente determinada por sorteio mas depois transcorria de forma a assegurar que os três candidatos participassem de cada bloco perguntando a um adversário e respondendo a outro. Para Torquato, o debate - que já havia se esvaziado com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - se transformou numa discussão de idéias excessivamente formal e técnica. "Faltou mais polêmica, mais descontração." Já o cientista político João Paulo Peixoto, da Universidade de Brasília (UnB), não acredita que o formato tenha prejudicado os desempenhos dos candidatos. "Os três souberam se aproveitar da ausência de Lula para fazer as perguntas que tinham de ser feitas", disse o acadêmico. Heloísa Helena Na avaliação do consultor Gaudêncio Torquato, a única candidata que conseguiu se sobressair ao que ele considerou ser uma rigidez das regras foi Heloísa Helena, do PSOL. "A linguagem da Heloísa Helena foi a mais popular, mais entusiasmada, mais vibrante." Para Torquato, se a senadora estivesse em segundo lugar nas pesquisas, em vez de Geraldo Alckmin (PSDB), os seus ataques mais contundentes poderiam até ter um impacto na decisão dos eleitores, mas, da forma como que estão as intenções de voto, ele acha improvável que o debate mude as tendências indicadas até agora. Já João Paulo Peixoto, da UnB, não considera que algum candidato tenha se destacado na noite. "Cada um foi fiel ao seu estilo", disse o cientista político. Nenhum dos dois analistas acredita, porém, que o debate possa mudar radicalmente as tendências indicadas nas pesquisas até a eleições de domingo. O consultor Gaudêncio Torquato argumenta que, mesmo com os adversários concentrando os ataques em Lula, as questões debatidas eram todas "prevísiveis". "Não houve nenhuma questão mais surpreendente." Segundo o consultor, o presidente Lula conta com o apoio da "base da pirâmide social", cujo voto é menos influenciável pelas denúncias de corrupção envolvendo petistas, tema em que os candidatos presentes concentraram os seus ataques. |
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