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Advogados pedem regras claras para a Polícia Federal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil concordam que faltam regras claras sobre o procedimento padrão a ser adotado pela Polícia Federal na divulgação de imagens de material apreendido. No dia 15, a Polícia Federal apreendeu notas de dólares e reais junto com os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos, que negociavam a compra de um dossiê junto ao empresário Luiz Antonio Vedoin. Na ocasião, a Polícia Federal não divulgou as imagens do dinheiro. A polícia e o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, alegaram que queriam evitar o “uso eleitoral” do fato. “Não podemos ter dois pesos e duas medidas. Temos que ter critérios e regras objetivas”, afirma o criminalista André Ramos Tavares, especialista em direito público e professor da PUC-SP. Ele lembra que imagens de dólares divulgadas por uma investigação da Polícia Federal em 2002, no governo anterior, ajudaram a derrubar a candidatura da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, do PFL. Na época, o PFL criticou a divulgação das imagens por parte da Polícia Federal, o que abalou suas relações com o PSDB do então presidente Fernando Henrique Cardoso em pleno ano eleitoral. O advogado René Dotti, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), concorda que não houve violação de lei pela Polícia Federal, mas acha que a prática policial recomendável foi ignorada. “É importante exibir sempre o corpo de delito, nesse caso, o dinheiro apreendido e o dossiê. Quando uma pessoa é assassinada, a Polícia mostra as imagens do cadáver, pois é uma prova importante para a sociedade”, afirma. A OAB critica a não divulgação das imagens. “Não acho isso correto. Quem decide se houve uso eleitoral da imagem não é a Polícia Federal ou o ministro da Justiça. É o Tribunal Superior Eleitoral”, disse o vice-presidente da OAB, Aristoteles Atheniense. “O fato de não haver imagens não faz com que o escândalo deixe de existir. A verdade não pode ser acobertada.” Para o jurista Dalmo de Abreu Dallari, professor aposentado da USP, no entanto, a imagem dos dólares não tem relevância para o caso, e a Polícia Federal agiu certo ao não divulgar fotos e vídeos da apreensão. Nesta segunda-feira, a Polícia Federal disse que a origem das notas de real não será descoberta nesta semana, antes das eleições. |
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