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Atualizado às: 25 de setembro, 2006 - 08h47 GMT (05h47 Brasília)
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Lula perde terreno na reta final, afirma Financial Times
Jornais
A reta final das eleições presidenciais brasileiras ganhou destaque em diversos veículos da mídia internacional nesta segunda-feira.

De acordo com o diário econômico Financial Times, a última semana da campanha eleitoral que envolve Lula e Geraldo Alckmin está se transformando em uma “competição genuína”. O jornal atribui a queda de Lula em pesquisas recentes ao escândalo do dossiê, mas também lembra que a renúncia do ministro Antonio Palocci e a revisão das taxas de crescimento anunciada pela Confederação Nacional da Indústria também têm o seu peso.

“Adicione a isso o descontentamento do país com a vacilante reação dada à Bolívia na nacionalização de propriedades da Petrobrás e o caminho parece livre para o candidato de oposição, Geraldo Alckmin, forçar Lula a um segundo turno”, argumenta o jornal, que, no entanto, lembra que Lula ainda tem uma base eleitoral forte nas camadas mais pobres, beneficiado pelas conseqüências da inflação baixa e de programas sociais.

O italiano La Repubblica destaca também a determinação do presidente em reafirmar sua campanha apesar de tantos percalços. O jornal diz que a imagem de Lula tem demonstrado forte resistência a escândalos, seja porque "o brasileiro comum ache que a corrupção é uma coisa endêmica...e não é pior com o PT do que era no passado, ou seja porque nos últimos três anos e meio o Brasil passou por uma pequena revolução social que teve Lula como motor e príncipe”, diz o artigo.

“Não só a economia cresceu e a inflação despencou, mas pela primeira vez em décadas houve uma redistribuição de renda graças à qual alguns milhões de famílias saíram do inferno da pobreza, conquistando para si algumas das benesses da classe média”, afirma o La Repubblica.

Álcool brasileiro

Outro tópico que envolve o Brasil abordado pela imprensa italiana é a relação que os Estados Unidos têm com a importação do álcool brasileiro e suas respectivas tarifas alfandegárias. O Corriere Della Sera, critica as tarifas protecionistas americanas que fazem com que o Brasil exporte somente 5% do etanol consumido nos Estados Unidos num momento no qual o próprio presidente americano, George W. Bush, classifica seu país como “viciado em petróleo”.

O jornal afirma que "o etanol brasileiro, combustível alternativo que todos aqui chamam de álcool, está na mira do mundo todo”, e cita o entusiasmo com o programa brasileiro de álcool demonstrado por gente como Thomas Friedman, importante colunista do New York Times, Sergey Brin e Larry Page, fundadores do motor de busca Google e o mega-investidor George Soros.

“Brasília no lugar de Riad, Rio de Janeiro como Teerã?" sugere o jornal, ao questionar “por que se cobra uma tarifa alfandegária tão elevada de um produto fornecido por um país pacífico e amigo, quando ao mesmo tempo se importa petróleo sem taxas de governos menos confiáveis e frequentemente hostis?”

Saúde e beleza

O questionamento dos padrões atuais de beleza das modelos do mundo da moda ganhou espaço nesta segunda-feira.

O britânico The Independent traz uma matéria intitulada “Milão diz às modelos para provarem que são saudáveis”, onde fala sobre um código de conduta introduzido pela Semana de Moda de Milão para reduzir o número de modelos excessivamente magras.

O jornal diz que, "seguindo o exemplo de Madri, onde modelos magras demais foram proibidas de desfilar", as modelos em Milão terão que "provar que têm boa saúde antes de serem contratadas".

Ainda segundo o jornal de Londres, um vereador da cidade de Milão, Tiziano Maiolo, responsável por uma comissão de controla as atividades da indústria da moda, disse que Milão não tolerará “a exploração de jovens determinadas a vencer no mundo da moda”.

A medida, que não é vista com bons olhos pelas agências de modelos – que dizem zelar pela saúde de suas contratadas – recebeu o apoio de um outro jornal, o International Herald Tribune.

No editorial “O desfile dos doentes”, o diário afirma que “se as modelos fossem cães ao invés de mulheres subnutridas, haveria um protesto ruidoso contra o abuso de animais".

O jornal ressalta e aprova a iniciativa da prefeitura milanesa e adiciona que “ainda que seja improvável que as modelos sejam pegas nos camarins comendo cheeseburgers para ganhar peso como fazem os lutadores, acabar com os desfiles de pessoas famintas e doentes parece ser uma tendência que vale a pena seguir”, conclui.

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