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Atualizado às: 13 de setembro, 2006 - 21h41 GMT (18h41 Brasília)
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Grande imprensa perde espaço para 'cidadão-jornalista', diz analista

Foto de ataque em Londres em 2005 foi tirada por internauta
O site da BBC publicou fotos tiradas por internautas dos ataque em Londres em 2005
Os cidadãos estão ocupando cada vez mais o espaço dos jornalistas dos meios de comunicações em massa, usando a internet e o celular para “noticiar” informações e fotos exclusivas e formar opinião, afirma o jornalista e escritor americano Dan Gillmor.

Gillmor é autor do livro We the Media ("Nós, A Mídia"), que se tornou uma referência no estudo sobre como o jornalismo e a grande mídia estão se tornando obsoletos.

No lugar dos veículos tradicionais, sites montados por cidadãos não formados em jornalismo têm conseguido oferecer serviços ao público com maior eficiência.

O escritor americano falou a jornalistas e críticos de mídia em São Paulo durante o Colóquio Latino-Americano sobre Observação da Mídia, que termina nesta quarta-feira.

Projetos

“Com as novas tecnologias, como a internet e o celular, a mídia se democratizou. Não no sentido de maiores direitos das pessoas, mas de maior participação de todos na comunicação”, disse Gillmor, em palestra na terça-feira.

Ele enumerou alguns exemplos de serviços montados por cidadãos que competem – e até ganham – dos grandes veículos de comunicação em massa nos Estados Unidos, em um mercado com mais de 200 milhões de internautas (oito vezes o tamanho do Brasil).

  • O site Craiglist, criado por um estudante universitário em 1995, já é hoje a principal ferramenta de anúncios classificados dos Estados Unidos, com cerca de quatro bilhões de acessos por mês. Os classificados, fonte de renda importante dos jornais impressos, estão "migrando" para a internet.
  • A enciclopédia Wikipedia, fundada em 2001, é uma das mais consultadas da internet. Os verbetes são escritos e revistos pelos próprios internautas, em um dos projetos coletivos com maior participação na rede.
  • O Backfence é um projeto em que os moradores escrevem reportagens e notícias sobre o que está acontecendo na comunidade. A iniciativa de cidadãos não formados em jornalismo, que funciona em alguns Estados americanos como Califórnia e Maryland, tem ocupado o lugar dos jornais locais.
  • O Chicagocrime.org é um exemplo de mashup (mistura, em inglês), ou seja, uma combinação de interfaces diferentes que produz um serviço próprio. Misturando informações do site da polícia de Chicago com o mapa fornecido pela prefeitura, o Chicagocrime.org, criado por um morador, mostra os locais onde mais ocorrem crimes em Chicago.
  • O tradicional jornal diário francês Le Monde tem se adaptado à corrente do jornalismo dos cidadãos. O site do jornal oferece a possibilidade de seus leitores criarem blogs. Os melhores e mais lidos são chamados com destaque na capa do portal e alguns dos seus autores chegam a ser pagos para continuarem a escrever.

BBC

O site de notícias da BBC na Grã-Bretanha também tem feito estudos sobre o jornalismo dos cidadãos. Durante eventos importantes, como os atentados de Londres de 2005, o portal publicou fotos do incidente tiradas pelos internautas.

Recentemente, foi montado um projeto-piloto pela empresa com produção de informações exclusivamente por cidadãos.

“Oitenta e cinco por cento dos britânicos consumem algum tipo de material da BBC ao longo da semana”, afirma o diretor da Faculdade de Jornalismo da BBC, Vin Ray, que falou no colóquio em São Paulo sobre a iniciativa.

O colóquio Latino-Americano sobre Observação da Mídia reuniu críticos de mídia, jornalistas e acadêmicos de países como Chile, Venezuela, Uruguai, Argentina e Colômbia, entre outros.

“O objetivo é promover a crítica da mídia, campo no qual o Brasil é, de certa forma, um precursor no continente”, disse Alberto Dines, diretor do Observatório da Imprensa, que organizou o evento. O colóquio contou com apoio da BBC Brasil e da Ford Foundation.

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