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Atualizado às: 08 de setembro, 2006 - 12h56 GMT (09h56 Brasília)
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Volkswagen alemã negocia aumento da jornada de trabalho

Trabalhador em linha de montagem da Volkswagen em Wolfsburg
Mais de 13 mil funcionários já pediram demissão voluntária
A reestruturação da Volkswagen alemã entra em uma nova fase: a diretoria da empresa e o sindicato negociam um acordo que poderá resultar em mais trabalho e menos regalias para os funcionários.

Mais de treze mil operários da Volkswagen alemã já se demitiram voluntariamente ou concordaram em se aposentar mais cedo. A montadora quer cortar até vinte mil empregos na Alemanha.

Agora começa uma nova fase na reestruturação da empresa. O presidente Bernd Pischetsrieder quer aumentar a jornada de trabalho nas fábricas alemãs sem aumentar os salários dos trabalhadores.

As negociações com o sindicato dos metalúrgicos alemães IG Metall começaram nesta sexta-feira.

Participação no lucro

Analistas dizem que a Volks poderá oferecer aos funcionários uma participação no lucro da empresa como compensação pelo aumento da jornada.

Como no Brasil, a Volkswagen alemã quer baixar drasticamente os custos de produção, mas tem pela frente negociações duras e complicadas com os sindicalistas.

Um porta-voz da empresa não quis comentar se uma solução semelhante poderá ser empregada no Brasil.

Até agora quase dez mil funcionários decidiram se aposentar mais cedo e cerca de 3,5 mil se demitiram voluntariamente, sem que houvesse maiores atritos com o sindicato.

Quem se demite ganha até 250 mil euros de compensação – quase R$ 700 mil – dependendo de seu cargo e do tempo de serviço.

Segundo o professor Willi Diez, do Instituto de Estudos Automobilísticos da Faculdade de Nürtigen, até agora a paz com os sindicalistas teve um preço alto para a empresa, já que as compensações pagas aos funcionários são muito boas. "Mas greves também custam caro", diz o professor.

Diez lembra que a Volks é conhecida por seu lado social, e que há um aspecto essencial que diferencia a situação na Alemanha da do Brasil: o estado da Baixa Saxônia é um dos maiores acionários da empresa, e os políticos influenciam as decisões da empresa.

"Eles não querem perder votos por causa de medidas impopulares tomadas pela direção da empresa", disse Diez.

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