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Para jornais britânicos, venda de Tévez é misteriosa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com o título "Espírito do Corinthians afunda após confusão envolvendo Tévez", o jornal britânico The Times desta sexta-feira destaca a inesperada aquisição dos jogadores argentinos Carlos Tévez e Javier Mascherano pelo time londrino West Ham United. O diário explica que, em 2004, o Corinthians firmou um acordo com a empresa Media Sports Investments (MSI), que foi responsável pela ida dos dois jogadores argentinos para o time paulista. "O Corinthians venceu o título brasileiro no ano passado, mas o relacionamento entre o clube e a MSI azedou durante o verão, levando o vice-presidente Flavio Adauto dizer ontem: 'Este acordo todo com o MSI foi um grande erro. A MSI nos forçou a fazer coisas que não teríamos feito'", diz a reportagem. O jornal afirma que na América do Sul não é comum jogadores pertencerem a uma entidade corporativa e não ao clube para o qual jogam, sem lembrar da experiência da Parmalat, que era dona de jogadores que atuavam em clubes como Palmeiras e Boca Juniors. Segundo o Times, o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, viajou a Londres para conseguir algum benefício financeiro com a venda de Tévez. "O Tévez não pode ir a lugar nenhum sem a minha assinatura", teria dito Dualib na semana passada, segundo o The Times. "Eu não me importo com qual clube ele assine... mas nós temos o direito de nos beneficiar com sua venda. Afinal, nós colaboramos com o que ele é hoje." Mistério O Times diz que a "anatomia rara" desta transação deixa várias perguntas no ar: "Quanto o West Ham realmente pagou? E para quem ele pagou? Ao Corinthians ou à MSI?" A contratação dos dois jogadores também é destaque no jornal britânico The Guardian, que disse que a aquisição "sensacional de Carlos Tévez e Javier Mascherano é, sem dúvida, a maior vitória desta e de qualquer outra janela de transferência. Mas não é apenas em bares ingleses que o significado da chegada do par argentino será discutido". O jornal afirma que, por causa da "estrutura complexa do acordo e da misteriosa posse da Media Sports Investments, administradores na Grã-Bretanha e na Europa vão levantar as sobrancelhas à aprovação do acordo, que, em todos os sentidos é pouco comum". A reportagem do Guardian explica que os jogadores foram contratados e pagos pelo Corinthians, mas pelo menos "metade" deles era da MSI e seu representante Kia Joorabchian, um empresário nascido no Irã e criado na Grã-Bretanha. "A MSI vendeu sua parcela do registro aos Hammers porque o regulamento da Associação de Futebol impede que o registro de um jogador seja possuído por alguém que não seja o clube." Porém, o diário britânico ressalta que a MSI garantiu cláusulas lucrativas de venda, ou seja, o West Ham tem de vender os jogadores caso eles recebam uma oferta igual ou maior do que £35 milhões (o equivalente a R$142,6 milhões) por jogador. |
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