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UE inicia criação de biblioteca digital com 6 milhões de obras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia (UE) começa a dar os primeiros passos para a implementação da Biblioteca Digital, um projeto com o qual pretende disponibilizar pela internet a produção cultural de seus 25 países-membros e deverá reunir até 2010 cerca de seis milhões de manuscritos, livros, filmes, fotografias e outros documentos de importância histórica. “Nosso objetivo é criar um ponto de acesso multilíngüe para toda a herança cultural européia”, explicou a comissária de Sociedade da Informação e Mídia, Viviane Reding. “A biblioteca permitirá, por exemplo, que finlandeses encontrem e usem livros digitais e imagens de bibliotecas, arquivos e museus da Espanha, ou que um alemão encontre na rede material filmográfico histórico da Hungria.” Com acesso aberto para todo o mundo, a Biblioteca Digital Européia também permitirá que os brasileiros consultem, sem sair do país, jornais alemães da época da Segunda Guerra Mundial ou manuscritos portugueses sobre o descobrimento do Brasil, por exemplo. “Maior acervo digital” Esta semana os países europeus foram convocados a estabelecer centros de digitalização em grande escala e a começar a digitalização das obras de todas as bibliotecas nacionais. Em 2007, o processo deverá ser estendido aos arquivos e museus. A UE espera contar com dois milhões de obras digitalizadas até o início de 2008, quando o acervo inicial estará disponível. Esse número deve chegar a seis milhões em 2010 e a idéia dos criadores do projeto é que não pare de crescer “já que, então, potencialmente todas as bibliotecas, arquivos e museus da Europa, além de instituições culturais e o setor privado, poderão compartilhar seus acervos online com a Biblioteca Digital Européia”, segundo Reding. A comissária aposta que esse será “o maior acervo de obras digitalizadas do mundo”. Direitos autorais O que ainda não está claro é se o acervo da Biblioteca Digital contará com materiais publicados recentemente. “Isso dependerá de acordos que poderão ser estabelecidos com editores e autores. Temos que estudar uma forma de disponibilizar na internet as obras vinculadas a direitos autorais”, afirmou Martin Selmayr, porta-voz da comissária Reding. Desses possíveis acordos também dependerá a decisão de permitir que a consulta seja gratuita. De acordo com Selmayr, “seguramente não se cobrará pelas consultas a obras de domínio público, ou seja, materiais que já não são cobertos por direitos autorais”. Para a UE o investimento vale a pena: “Uma vez digitalizada, nossa herança cultural também poderá ser utilizada como base para novos projetos criativos e para uma série de produções e serviços culturais. Poderá, por exemplo, ter um papel importante no futuro crescimento de setores como educação e turismo”, garante Selmayr. A página da Biblioteca Digital Européia na internet já está pronta (http://www.theeuropeanlibrary.org/portal/index.html), mas atualmente funciona apenas como um portal para os catálogos digitais de algumas bibliotecas do continente. |
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