|
Audiência de horário eleitoral cai até 35% em relação a 2002 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A audiência do primeiro programa de TV dos candidatos à Presidência caiu 35% em comparação com a campanha de 2002. O horário eleitoral gratuito na tarde de terça-feira teve 16 pontos de audiência na Grande São Paulo, segundo o Ibope. Em 2002, a transmissão da estréia – no dia 20 de agosto – teve 26 pontos. No programa da noite, a queda foi menor, mas ainda assim sifginificativa: 13,6% – de 48,7 em 2002 para 42,1 pontos neste ano. Em números absolutos, o programa eleitoral da noite de terça foi visto em 2,2 milhões de domicílios na Grande São Paulo, contra 2,3 milhões da campanha de 2002 – sempre de acordo com números do Ibope. A queda de audiência dos programas ocorreu apesar do crescimento de 14% no universo de domicílios com acesso a televisão na região durante os último quatro anos. A Grande São Paulo tem hoje 5,4 milhões de domicílios com aparelhos de TV, 700 mil a mais do que em 2002. Favorecidos A redução da audiência do horário eleitoral gratuito pode favorecer os candidatos que lideram a disputa, pois o telespectador estaria menos atento ao debate político e, portanto, menos propenso a mudar seu voto.
“Tanto o presidente Lula como José Serra, no caso da disputa pelo governo de São Paulo, levam vantagem com isso”, avalia a cientista política Vera Chaia, pesquisadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp) da PUC-SP. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tem dito que o programa na televisão é estratégico para tornar seu nome mais conhecido fora de São Paulo e, assim, reduzir a vantagem de Lula junto aos eleitores de outros Estados. Para a cientista política, a audiência dos programas está caindo porque o cenário político é pouco atraente ao eleitor. “Os programas estão muito monótonos. Eles não trazem novidade alguma”, diz ela. “O cenário político brasileiro está muito desinteressante para o eleitor. Temos eleições de dois em dois anos, e todos já conhecem os candidatos, a mídia já cobre, os telejornais dão a agenda.” Segundo ela, a tendência é de o programa perder ainda mais importância nos próximos anos, devido a proibição de imagens capturadas externamente nos programas de televisão. “Sem imagens de comícios, carreatas ou corpo a corpo, vai ser muito difícil para os candidatos mostrarem alguma imagem interessante ao eleitor”, diz a cientista política. Outro fator importante, segundo a pesquisadora, é o crescimento da Internet e das assinaturas de TV paga, que servem de alternativa aos tradicionais telespectadores de canais abertos. Ouvintes de rádio podem escapar do programa eleitoral escutando pela Internet, pois algumas estações brasileiras continuam com suas programações normais na rede, sem propaganda política. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Em campanha, Lula suspende viagens internacionais01 agosto, 2006 | BBC Report Em Lisboa, Alckmin promete redução de impostos10 julho, 2006 | BBC Report Gasto eleitoral pode superar Grã-Bretanha e Alemanha05 julho, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||