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Candidatos fogem de propostas no primeiro programa de TV | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os candidatos a presidente fugiram do debate sobre propostas de governo no primeiro programa eleitoral gratuito na TV, nesta terça-feira, na hora do almoço. Na avaliação de analistas, se os programas continuarem assim, a tendência é a intenção de voto se manter como está, com larga liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É uma irrelevância total”, afirma o cientista político José Luciano Dias, consultor do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep). A única proposta levantada no programa, a da reforma política, citada pelo PT, “não é uma proposta séria”, na avaliação dele. “Só estão dizendo isso para argumentar que a culpa pelos escândalos é do sistema e que com o sistema político atual não tinha como fazer outra coisa”, afirma. Pouco efeito Neste primeiro programa de TV, os candidatos se limitaram a expor seus currículos, sem muitas propostas e, principalmente, evitando críticas. Esse comportamento já havia sido percebido no debate promovido na segunda-feira à noite pela TV Bandeirantes. O cientista político Rogério Schmidt, da empresa de consultoria Tendências, acha que os programas ficaram muito pasteurizados e por isso devem ter pouco efeito no eleitorado. “O efeito só aparece a médio e longo prazo”, afirma. Na avaliação do cientista político Lucio Rennó, do Centro de Pesquisas e Pós-Graduação para as Américas da Universidade de Brasília (UnB), a estratégia adotada por Alckmin e Heloísa Helena no debate, de evitar críticas um ao outro e ao presidente Lula é errada. “Nenhum dos dois vai subir se não partir para o ataque. Se a campanha continuar assim, pode se resolver no primeiro turno”, acredita ele. Ele vê semelhança com a campanha de 2002, quando José Serrá centrou os ataques em Ciro Gomes e conseguiu levar a eleição para o segundo turno. Desta vez, ele diz que tanto Alckmin quanto Heloísa Helena deveriam voltar suas atenções para os indecisos e se colocar como uma alternativa ao presidente Lula. "Telhado de vidro" Três pesquisa divulgadas na semana passada apontam a mesma coisa - a tendência de crescimento das intenção de voto em Lula e em Heloisa Helena e queda de Geraldo Alckmin. Em todas elas, Lula venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Rennó diz que a estratégia “correta” a ser adotada pelo candidato do PSDB deveria ser atacar o governo Lula “e tentar convencer o eleitorado de que nunca houve tanta corrupção no Brasil”. “Mas eles não podem fazer isso, porque também têm telhado de vidro”, afirma. Ele acha que o estilo pode mudar e se tornar mais agressivo nas próximas semanas. Mas se isso demorar muito, diz Rennó, pode ser tarde demais para que os candidatos consigam reverter a tendência atual. Rogério Schmidt acha que a chance de segundo turno não é pequena, mas diz que Alckmin e Heloísa Helena não mostraram, até agora, uma estratégia competente para convencer o eleitor a não apoiar Lula. Demonstração Na equipe de campanha de Lula, a avaliação é que o horário eleitoral foi favorável ao presidente, já que os programas do PT e do PSDB seguiram o mesmo formato, com a apresentação dos currículos dois dois políticos. Como Lula é presidente e Alckmin era governador, a avaliação dos petistas é de que Alckmin perde na comparação. Já o coordenador do programa de governo de Alckmin, João Carlos Meirelles, diz que o debate de segunda-feira foi apenas uma pequena demonstração de quem são os candidatos. “É o que numa corrida de cavalos se chama de cânter”, compara. Meirelles repetiu a estratégia adotada por Alckmin no debate, de evitar confronto com os oponentes ao comentar suas expectativaws para os proximos 45 dias de campanha no primeiro turno. “O Cristovam vai fazer uma bela figura, a Heloísa Helena vai ressaltar as virtudes da mulher brasileira”, afirmou. Ele confia que a campanha será levada ao segundo turno. “Aí sim teremos uma grande discussão sobre o rumo que queremos dar a este país, se queremos levá-lo para o futuro ou mantê-lo no passado”, diz Meirelles. |
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