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EUA vão reduzir ajuda financeira à Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Altos funcionários do governo norte-americano disseram à BBC que Washington vai diminuir os repasses financeiros para o Plano Colômbia, iniciativa que combate o tráfico de drogas no país, nos próximos cinco anos. A embaixadora Anne Patterson, secretária de Estado adjunta para Assuntos de Narcotráfico Internacional, disse que "o apoio financeiro dos Estados Unidos" diminuirá e que devido ao fortalecimento econômico e militar da Colômbia, o país “começará a assumir mais a responsabilidade financeira” da operação. Patterson, que foi embaixadora americana na Colômbia entre 2000 e 2003, destacou os avanços econômicos do país e o fortalecimento policial e militar como base para redução da ajuda financeira. “O que veremos, com o tempo, é que o apoio financeiro dos Estados Unidos diminuirá e que a Colômbia, que está recolhendo mais impostos e com uma presença melhor no campo, passará também a assumir mais a responsabilidade financeira”, disse Patterson. A Colômbia já recebeu, desde 2000, US$ 5 bilhões do governo americano para o programa que combate o narcotráfico no país. Apoio nos EUA Segundo Patterson, o Plano Colômbia ainda possui grande apoio dos dois partidos norte-americanos. Portanto, qualquer redução de ajuda financeira será gradual. John Walters, chefe do programa de combate às drogas do governo dos Estados Unidos, também conversou com a BBC em Londres. Segundo ele, o Plano Colômbia foi muito bem-sucedido até agora. “No último estudo que fizemos, descobrimos que a pureza da cocaína caiu e que o preço subiu”, disse Walters. Ele afirmou que o sucesso do Plano Colômbia tanto no país andino como nos Estados Unidos permitirá que Washington reduza a sua participação na ação. O sucesso do plano, no entanto, é questionado por críticos. A organização não-governamental Escritório de Washington para América Latina (sigla Wola, em inglês) publicou um estudo neste ano mostrando que a área cultivada de drogas se expandiu por todos os departamentos (equivalente a Estados) colombianos. Antes do Plano Colômbia, a plantação estava restrita a três departamentos. Segundo Josh Walsh, representante do Wola na Colômbia, o anúncio norte-americano é uma forma de sair do país, mesmo sem ter atendido às metas do plano. “Esta saída vem de um sentimento de que não se conseguirá ter o sucesso prometido na guerra contra as drogas”, disse Walsh. |
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