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Segundo mandato de Uribe será difícil, dizem analistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mesmo tendo sido reeleito com 62% dos votos e possuir aprovação de mais de 70% da população, o presidente Álvaro Uribe enfrentará desafios difíceis no seu segundo mandato, que começa nesta segunda-feira. Analistas consultados pela BBC disseram que a governabilidade de Uribe deve ser ainda mais difícil no segundo mandato. “A governabilidade do primeiro mandato dependia muito da popularidade de Uribe”, disse o ex-ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Rodrigo Pardo. “Mas será muito difícil sustentar isso nos próximos quatro anos, quando a agenda econômica colombiana exige aumento de impostos e redução dos gastos públicos”, completou. Diplomacia e segurança Para o ex-ministro, a principal tarefa de Uribe em relação à política externa do país é “desideologizar” a sua diplomacia. “Na medida em que diminuir o tom ideológico dos primeiros quatro anos usado para atrair (o presidente norte-americano) George W. Bush, a Colômbia pode abrir novos espaços com a Venezuela”, disse Pardo. A relação entre Colômbia e Venezuela tem sido “hipócrita” na avaliação de Pardo. Os dois países têm conseguido evitar conflitos, mas acabaram reduzindo a cooperação apenas para temas energéticos.
Ainda há muita incerteza sobre como será a política de Uribe com as milícias das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A política de segurança democrática – a principal bandeira do presidente no primeiro mandato – freou a expansão das Farc, mas não conseguiu derrotá-las. O grupo possui cerca de 20 mil combatentes. Um dos itens da agenda é a negociação de troca de guerrilheiros presos por seqüestrados políticos, alguns deles desaparecidos há sete anos. A negociação entre o governo e as Farc nunca avançou. Com o outro grupo paramilitar do país – o Exército de Libertação Nacional (ELN), que possui 3 mil pessoas – o governo já começou contatos indiretos, mas não há nada formalizado. Um levantamento recente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e para a Paz indica que 43 grupos paramilitares novos surgiram no país, o que representa um acréscimo de 3.800 guerrilheiros. O desafio do governo é neutralizar as atividades desses grupos e reparar as vítimas de massacres, desapropriações, deslocamentos forçados e roubos de terras. “Uma negociação bem-sucedida com as Farc, com a AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia) e com o ELN precisa colocar um ponto final na violência generalizada, não apenas parcialmente”, disse Mauricio García Durán, especialista em assuntos de segurança. No campo da economia, o governo – que controla quase 70% do Congresso – terá de aprovar uma controversa reforma tributária que pretende estender para diversos produtos a cobertura de um imposto sobre valor agregado. A reforma, segundo o governo, é essencial para bancar os custos de segurança e de investimentos sociais. Diante de tantos desafios, há muita expectativa sobre como será o pronunciamento de Uribe durante a cerimônia de posse na segunda-feira, que deve contar com a presença de 11 presidentes latino-americanos. |
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