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Lula: Governos sul-americanos têm 'forte sensibilidade social' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a América do Sul superou “os anos sombrios do autoritarismo” e agora tem uma geração de governantes “com forte sensibilidade social, profundas convicções democráticas e determinação de construir economias sólidas e convicção de que para isso precisa se integrar”. Lula fez as declarações no discurso de brinde no almoço de posse do novo presidente do Peru, Alan García. Ele foi escolhido para falar em nome dos nove presidentes da região que assistiram à cerimônia porque foi o primeiro presidente a confirmar presença. Lula disse que García, que já foi presidente do Peru entre 1985 e 1990, encontrava agora uma situação bem diferente. O presidente brasileiro afirmou que a região já superou a inflação, diminuiu a vulnerabilidade externa e vive um ciclo de crescimento econômico. Mas, segundo ele, depois de duas décadas perdidas, “persiste ainda a pobreza e a desigualdade social”. “É fundamental vincular indissoluvelmente o crescimento à distribuição de renda”, afirmou Lula. Ele disse que é preciso desenvolver programas de inclusão social para responder ao problema de forma emergencial. “Esses programas não são filantrópicos ou populistas como pretendem alguns”, afirmou o presidente. Lula culpou “as elites políticas que nos governaram” pelas mazelas vividas pela região. Disse que elas “se beneficiaram da pobreza, da desigualdade e do autoritarismo”. Comunidade O presidente lembrou o papel do Peru na criação da Comunidade Sul-Americana de Nações, e disse que o país deve continuar a ter um papel importante na integração sul-americana. Mais cedo, em entrevista aos jornalistas na porta do hotel, o presidente disse que já disse a Alan García, quando os dois se encontraram em Brasília, após as eleições, que ele tem todas as condições para implementar os programas sociais necessários para melhorar a vida dos peruanos mais pobres. “Eu disse a ele: Alan, você tem condições de fazer o que poucos presidentes puderam fazer. Você pega o país arrumado economicamente e tem a possibilidade de fazer a política social que outros não puderam porque precisaram preparar o país”, contou Lula. O presidente disse que queria uma “parceria comercial agressiva” com o Peru. Os dois países já incrementaram o intercâmbio comercial nos últimos anos. No ano passado, o Brasil exportou US$ 1 bilhão e importou US$ 400 milhões do Peru. “O Peru é um país que tem tido um crescimento de mais de 5% ao ano. Se combinar isso com uma forte política social, a tendência de melhorar a vida do povo peruano é muito boa”, afirmou o presidente. Lula disse que o Brasil é um exemplo de que é possível combinar crescimento econômico com a redução da pobreza. O presidente Lula teve uma breve reunião bilateral com Alan García, antes mesmo do almoço oficial, para discutir assuntos de interesse dos dois países. Depois do brinde e antes mesmo do fim do almoço, Lula voltou para Brasília. |
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