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Chávez quer Rússia em gasoduto que cortará Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira desejar que a Rússia tenha uma participação na construção do gasoduto que levaria gás da Venezuela ao Brasil e à Argentina. A afirmação foi feita durante o encontro que Chávez teve com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. “Temos planos de construir um grande gasoduto no sul do país. Espero que a Rússia também possa estar envolvida nisso”, disse Chávez, após elogiar os investimentos russos já feitos no setor de gás e petróleo venezuelano. “Estou muito satisfeito com nossos projetos conjuntos nos setores de gás e petróleo”, disse Chávez, em declarações transmitidas pela TV russa. O líder venezuelano citou então os projetos conjuntos de prospecção de petróleo no vale do rio Orinoco. Parceiros naturais Putin, por sua vez, disse que a Venezuela e a Rússia são parceiros naturais por conta de seus grandes potenciais energéticos – os dois países estão entre os maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. “A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do continente americano e o país com a oitava maior reserva do mundo. Isso nos oferece oportunidades potenciais enormes”, disse Putin. “Estou muito satisfeito de que nossas companhias estão em processo de busca por soluções conjuntas no setor de energia”, afirmou o presidente russo. Após o encontro, Chávez voltou a insistir no tema do gasoduto em entrevista coletiva. “O apoio da Rússia ao nosso projeto de gasoduto no sul da América Latina é de grande importância para nós”, disse ele, segundo a agência de notícias Itar-Tass. “Seu comprimento será de cerca de 8 mil quilômetros, e os investimentos necessários são de US$ 20 bilhões”, afirmou Chávez. Compra de aviões O encontro com Putin também serviu para Chávez confirmar a compra de 24 caças Sukhoi e 53 helicópteros militares da Rússia – o principal objetivo de sua visita. A compra não é vista com bons olhos pelos Estados Unidos, adversários declarados de Chávez. Oficialmente, o governo americano diz temer uma corrida armamentista na América Latina. “Gostaríamos de agradecê-lo por nos libertar de um bloqueio”, disse Chávez a Putin no início do encontro, em referência à proibição da venda de armamentos à Venezuela pelos fabricantes americanos. Em seus comentários após o encontro, Putin negou que a decisão de vender os aviões tivesse objetivo político. Putin também afirmou durante o encontro que a Rússia apóia a candidatura da Venezuela a um assento não-permanente no Conselho de Segurança da ONU – aspiração também criticada pelos Estados Unidos. Da Rússia, Chávez deve passar ainda por Catar, Irã, Vietnã e Mali. Os planos de Chávez de visitar ainda a Coréia do Norte durante esta viagem foram abandonados. |
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