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Amorim acompanhará embarque de brasileiros na Turquia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai viajar para Adana, na Turquia, na quarta-feira, para acompanhar o embarque de brasileiros que saíram do Líbano. Amorim está em Genebra, onde participou no fim de semana das negociações da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), que fracassaram. De acordo com o Itamaraty, até agora 854 brasileiros foram retirados da zona de conflito no Líbano e levados para a Turquia ou a Síria. Destes, 318 foram trazidos de volta ao Brasil de Adana, na Turquia, em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Dois destes vôos saíram no domingo à noite e nesta segunda-feira, com um total de 230 passageiros. Mais dois vôos da FAB estão programados para quarta e quinta-feira. Outros vôos devem ser marcados para o fim de semana, mas o Itamaraty ainda não tem a confirmação. Outros 450 passageiros serão trazidos em vôos comerciais de Damasco, na Síria, para onde estão sendo levados, de ônibus, moradores do Vale do Bekaa. São 225 passageiros num vôo operado e custeado pela TAM, saindo de Damasco na quarta-feira. Outro vôo, custeado em conjunto pela TAM e a Gol, deixa a capital síria no sábado. De acordo com o embaixador Everton Vieira Vargas, coordenador pelo Itamaraty do Grupo de Trabalho de Apoio aos Brasileiros no Líbano, a TAM está negociando com outras empresas aéreas a liberação de uma outra aeronave para um terceiro vôo. Caminho mais curto O ministro Celso Amorim teve que interceder pessoalmente para que os ônibus que levam brasileiro do Vale do Bekaa para a Síria fizessem o caminho mais curto, para o leste do país, em vez do trajeto para o norte previamento autorizado por Israel. O caminho mais curto dura uma hora e meia, sendo 15 minutos em território libanês, enquanto o trajeto pelo norte dura cerca de 14 horas. De Genebra, Amorim conversou por telefone com a embaixadora israelense em Brasília, com o gabinete da Chancelaria israelense e com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Nas conversas com Israel, o governo brasileiro informa todas as características dos ônibus e busca garantir que não haverá ataques contra o comboio transportando os brasileiros durante o trajeto. O embaixador Vargas não soube informar os detalhes da conversa do ministro com Rice, ou se a interferência do governo americano foi decisiva para convencer Israel a autorizar a trégua durante a passagem do comboio brasileiro. "O ministro Amorim tem um diálogo frequente com a secretária Rice e os Estados Unidos têm uma influência significativa sobre Israel", afirmou. Amorim também conversou com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. De acordo com o Itamaraty, os dois conversaram sobre a OMC e também sobre o conflito no Líbano. Custos O Itamaraty informou nesta segunda-feira que já enviou US$ 440 mil para as embaixadas e consulados de Beirute, Ancara e Damasco para custear as despesas de transporte e hospedagem de brasileiros que foram retirados do Líbano. O governo pagou o aluguél dos ônibus para o transporte para a Síria e Turquia e está bancando hotéis em Damasco e Adana enquanto as pessoas esperam pelos vôos que as trarão de volta ao Brasil. O embaixador Manoel Gomes Pereira, diretor do Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior, disse que os recursos saíram do orçamento do Ministério das Relações Exteiores, e que o volume pode aumentar se for necessário. "Nossos recursos são escassos, mas o Itamaraty está fazendo um enorme esforço", afirmou. |
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