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Scolari põe favoritismo na França e tira pressão de Portugal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A estratégia do técnico Luiz Felipe Scolari para motivar Portugal para a partida contra a França, pelas semifinais da Copa do Mundo, é jogar o favoritismo sobre os franceses e inspirar os portugueses a superar limites em busca de uma vitória ‘histórica’. “Pelo histórico, a favorita seria a França, pelos títulos que já conseguiu, pelos jogos que já venceu”, disse o treinador brasileiro. “Mas Portugal tem se superado e quem sabe não pode mudar essa história. Nem sempre o grande favorito vence.” Durante a última entrevista antes do jogo desta quarta-feira, em Munique, Scolari não poupou elogios à seleção francesa, mas sempre procurou intercalar os comentários sobre a França com mensagens de incentivo aos jogadores portugueses. Por um lado, o técnico de Portugal descreveu a França como “o pior adversário” de sua equipe na Copa e a partida desta quarta como o “jogo mais difícíl” dos portugueses no torneio. “Talvez nem mesmo uma final seja tão difícil”, afirmou. Por outro, disse que os jogadores portugueses têm uma oportunidade única de levar a seleção de seu país a uma decisão de Copa do Mundo pela primeira vez na história. “Eles sabem que falta a Portugal um jogo para chegar à final de um Mundial”, declarou Scolari. “Para dar esse passo, é preciso poder de superação, vontade, disciplina, atenção e um foco muito maior do que nos outros jogos. E eles estão prontos para isso.” Pressão Antes da Copa, Luiz Felipe Scolari afirmava que o objetivo da seleção portuguesa era chegar às quartas-de-final do Mundial. A equipe não só cumpriu a meta como ainda foi além e ocupa agora um lugar entre os quatro semifinalistas do torneio. “Eu não queria pressionar meus atletas”, disse o treinador, ao falar da previsão inicial. “Como éramos, naquele momento, sétimo lugar no ranking, eu tinha que cobrar deles, no mínimo, ficar entre os oito.” “É como quando se faz uma lição de casa. Fazer bem feito é o mínimo. Depois, vamos acrescentar alguma coisa”, acrescentou Scolari. “Hoje, já estamos entre os quatro. Agora, existe o sonho de ser campeão. Falta um jogo, uma vitória e podemos disputar um título.” O treinador também revelou que espera contar com a motivação extra do meia brasileiro naturalizado português Deco, que cumpriu suspensão nas quartas-de-final da Copa e não participou da emocionante vitória de Portugal, nos pênaltis, contra a Inglaterra. “Até foi bom o Deco não ter jogado contra a Inglaterra porque ele está voando para o jogo desta quarta”, afirmou. “O Deco vai fazer a sua parte assim como os outros.” Virada O técnico também minimizou o fato de Portugal não vencer a França desde 1975. Nos últimos 30 anos, as duas seleções se enfrentaram em competições oficiais apenas por duas vezes, nas Eurocopas de 1984 e 2000. Nas duas ocasiões, também na fase semifinal, os franceses levaram a melhor. Em 1984, a equipe portuguesa perdeu para a seleção de Michel Platini, na prorrogação, por 3 a 2. Em 2000, já liderada por Zinedine Zidane, a França venceu, de novo na prorrogação, por 2 a 1. “Nós não ganhávamos, por exemplo, do Brasil há mais de 30 anos, mas ganhamos lá no Porto (em amistoso disputado em 2003)”, disse o técnico da seleção portuguesa. “Da Espanha, nós não ganhávamos há uma batelada de anos, ganhamos também (na Eurocopa, em 2004)”, acrescentou. “Tudo isso também dá para trabalhar o lado da parte psicológica do atleta que é o momento da virada.” Sem choro Bem-humorado, o técnico de Portugal discretamente incluiu o português Luís Figo em uma resposta sobre o talento do craque francês Zinedine Zidane e fez graça ao comparar a maneira de jogar dos dois com o jeito como atuava quando era um limitado zagueiro. “É bonito de ver o Zidane e o Figo jogar”, afirmou Scolari. “A bola não chora quando chega no pé deles. Quando eu jogava, ela chorava.” O treinador reconheceu que a presença de Zidane em campo torna a partida contra a França um desafio ainda maior para Portugal, mas fez questão de dizer que o potencial dos franceses não se resume ao craque da equipe. “Mesmo o adversário fica extasiado de ver o Zidane jogar”, afirmou o brasileiro. “Nós vamos tentar marcá-lo, mas não só ele como toda a equipe porque ele faz parte de um grupo. É isso que a gente sabe que a França é nesse momento.” |
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