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França vence Brasil e acaba com sonho do hexa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com um gol de Thierry Henry marcado aos 11 minutos do segundo tempo, a seleção da França derrotou o Brasil em partida realizada neste sábado em Frankfurt, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, acabando com a esperança de mais um campeonato brasileiro. O gol francês saiu de um descuido da defesa brasileira. Mal posicionada, a zaga não conseguiu cortar o cruzamento de Zinedine Zidane ao cobrar uma falta da esquerda do ataque francês. O meia levantou a bola sobre a área brasileira e o artilheiro Thierry Henry, completamente desmarcado, entrou no segundo pau para tocar à frente de Dida. Com a vitória, a França enfrenta a seleção de Portugal treinada pelo brasileiro Luis Felipe Scolari, na quarta-feira, pela semi-final da Copa. Na outra semi-final, a ser disputada na terça-feira, em Dortmund, a Alemanha joga contra a Itália. A eliminação de Brasil e Argentina mantém apenas seleções européias na disputa do troféu de campeão. Jogo No jogo de hoje, o técnico Parreira colocou em campo uma nova formação. Mantendo a base titular, Parreira tirou Emerson e Adriano, colocando no time Gilberto Silva e Juninho Pernambucano, respectivamente. A França manteve o mesmo esquema tático do jogo das oitavas-de-final quando venceu a Espanha por 3 a 1. Um meio-campo com Makele e Vieira plantados em formação defensiva e com Zidane livre para a armação de jogadas. Na frente, o técnico Raymond Domenech manteve Thierry Henry solitário para receber o apoio dos alas Ribery e Malouda. Com Juninho no time Parreia iberou Ronaldinho Gaúcho para que o meia se aproximasse mais de Ronaldo e pudesse ficar numa posição semelhante a que joga no Barcelona. O Brasil começou bem tomando a inciativa do jogo com boa movimentação dos meias auxiliados por Cafu e Roberto Carlos. Domínio Nos primeiros vinte minutos a seleção deu a falsa impressão de que dominaria a partida e que finalmente tinha encontrado as jogadas de penetração no ataque que tanto faltaram nos jogos anteriores. Mas aos poucos a França, liderada pelo excelente Zidane, foi se impondo na partida e o jogo seguiu equilibrado, com excelente movimentação. O meia, que anunciou que após a Copa deixa a seleção francesa, mostrou que está disposto a se aposentar com outro título de campeão. A estrela de Zidane passou a brilhar cada vez mais forte. Com jogadas brilhantes e dribles intelligentes o meia se livrava da marcação brasileira e ditava o ritmo do jogo com um toque de bola limpo e eficiente. Numa dessas jogadas Zidane deixou Gilberto Silva e Zé Roberto caídos no meio de campo e acionou Patrick Vieira num contra-ataque que poderia ter acabado em gol se não fosse a intervenção de Juan derrubando Vieira na entrada da área e recebendo o cartão amarelo pela falta. Ao final do primeiro tempo, o time comandado por Zidane já mandava no jogo e os armadores brasileiros não conseguiam passar pelo bloqueio francês. A defesa brasileira entretanto, fazia uma excelente partida e não dava chances para Henry. Segundo tempo No começo do segundo tempo a França dava sinais de que iria partir para as jogadas mais ofensivas adiantando os alas Ribery e Malouda, impedindo o avanço de Cafu e Roberto Carlos. No gol da França, marcado aos 11 minutos por Henry, Roberto Carlos não entrou na área brasileira deixando o artilheiro francês totalmente desmarcado. Aos 18 minutos, Parreira colocou Adriano no lugar de Juninho restaurando o "quarteto mágico". A mudança surtiu pouco efeito prático e Zidane seguiu comandando as ações no meio de campo e fazendo a bola rolar de um lado para outro do campo. Aos 30 minutos o técnico brasileiro trocou Cafu por Cicinho para dar mais velocidade ao time brasileiro. O Brasil aumentou o poder ofensivo mas outra péssima atuação de Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo não dava esperança aos torcedores que o time poderia reverter o resultado. Faltando 10 minutos para o fim do jogo, Parreira tirou Kaká que não esteve bem na partida para a entrada de Robinho. A movimentação do atacante passou a criar opções de ataque e o Brasil pôde então pressionar o gol de Fabien Barthez. Porém o time não soube criar chances reais de gol e a França ainda teve perigosos contra-ataques exigindo boas defesas do goleiro Dida. Na base do "abafa" o Brasil pressionou e a França se defendeu até o apito final que confirmou a eliminação do time brasileiro. Mostrando pouca imaginação criativa no meio-campo e um ataque com um potencial ofensivo abaixo do nível esperado, a seleção do técnico Parreira não conseguiu reeditar a campanha vitoriosa de 2002. A seleção brasileira deixa a Copa sem ter correspondido à expectativa dos torcedores e da imprensa mundial que tinham o Brasil como o grande favorito ao título. Como consolo mais um recorde para a seleção. O zagueiro Lucio ficou 385 minutos sem cometer faltas, superando a marca anterior do zagueiro paraguaio Gamarra que em 98 passou 383 minutos sem fazer uma falta. Curiosamente, Gamarra fez a falta no jogo das oitavas-de-final no qual a seleção paraguaia foi eliminada pela França. O resultado da partida França 1 x 0 Paraguai. |
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